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TEORIA DO NEOCATASTROFISMO DE IMPACTOS

SODRÉ NETO GEOLOGIAATUAL@GMAIL.COM
CO-AUTOR de DOI: 10.15413/ajsr.2017.0413


 

 

TNI - TEORIA NEOCATASTROFISTA

 

DE IMPACTOS 

 

 Como Produzir Bilhões de anos em 30 Minutos e o Paradoxo da Estase Morfológica 

 Sodré Neto

 

 

HISTORIA DO ARTIGO 

 

 

"Assustado com a reação busquei mais fontes que corroborassem com meu artigo para defendê-lo desta tempestade de críticas e um dos primeiros artigos que encontrei foi do grande cientista alemão  Wolf-Ekkehard Lönnig e  fiquei digamos aliviado ao ler  quase as mesmas observações em "Dynamic Genomes" Raciocinei que se tão grande cientista pensou as mesmas coisas eu não estaria tão absurdamente errado como a academia brasileira alardeava".

 


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"Em 1944 (Simpson, 1944) fez  uma meta-análise e concluiu a partir de 58 estudos publicados sobre padrões de especiação no registro fóssil  que 71% apresentavam estase (e permanência) morfológica. A este respeito Michael Benton declarou: "parece claro, então, que a estase é comum, e isso não foi previsto a partir de estudos genéticos modernos"
 (Benton, 2009; Michael Oards, 2017), que preveem imensa variação de formas a partir do comportamento plástico dos seres vivos observados sobretudo desde Charles Darwin.

 

Por quase uma década mesmo sem ter o conhecimento de muitas destas pesquisas sobre a anomalia da "estase morfológica" , defendia o que chamava de "Paleontologia em T" , destacando o contraste entre os achados fósseis se repetindo em permanência de formas,  com a altíssima variabilidade de formas recentes na "atualidade", e me baseei nesta época mais na diferença taxonômica e depois também no contraste entre fósseis repetidos em suas mesmas formas com seres vivos plásticos em seu comportamento usual (Lauvoué, 2009)

 

Anos mais tarde um cientista experiente em publicações (Everton Fernandes) me contactou para que publicássemos juntos algum dos muitos assuntos que me envolvi.  Sugeri  este tema (assunto que me motiva) com o título: "A Especiação em Tempo Real, em Tempo Histórico-Arqueológico e sua Ausência em Tempo Geocronológico" sendo publicado em inglês "Speciation in real time and historical-archaeological and its absence in geological time" publicado pela Academia Publishing sob DOI: 10.15413/ajsr.2017.0413 em maio de 2017. PDF com revisão em inglês

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urante a construção do artigo houveram varias descobertas e uma delas o Everton descobriu  que,  o que eu defendia fazia vários anos,   como "Paleontologia em T",  era chamado na literatura de "estase morfológica" que destaca mais um padrão fóssil de imobilidade de variação de formas,  justificando-o, do que foca em contrastar as formas permanentes no registro fóssil  com o comportamento não-permanente em mesmas formas na biodiversidade atual (super diversificada e se variando em formas (morfologicamente), até mesmo em mesmas especies quando sob quaisquer mudanças ambientais, pois  "nenhum organismo ignora seu ambiente"(Ezard et e al, 2016).

 

De posse das palavras chaves "estase morfológica"   foi bem mais fácil encontrar inúmeros outros artigos científicos tratando da questão até encontrar a expressão (contendo em si mesma) a flagrante e escandalosa admissão do "maior problema da evolução" (Mayer):  PMS  (Paradox of Morphological Stasis) "o paradoxo da estase morfológica" e são estas as palavras chaves do nosso antigo artigo.

 

No Brasil agora em 2018 teremos um candidato a presidência da república que também não se envergonha de apoiar tortura, ditadura militar, dar socos em público quase gratuitamente e expressar ódios aos pobres e gays, ele também fala que quer destruir o congresso, que democracia não funciona, defendendo a ditadura  e já disse que vai começar uma revolução matando umas 30 mil pessoas!!! Mesmo assim ele é amado por muitos que o apelidaram carinhosamente de "mito"; analogamente assim vejo os artigos científicos antes da meta-análise de Simpson em 1944 e até hoje com as mais diversas revisões bibliográficas seguidas de mais  justificativas para esta vergonhosa e escandalosa admissão do que admitem ser o paradoxo da estase morfológica.

 

A idéia do nosso artigo anterior  era apenas  demonstrar a anomalia das mudanças de formas (esperadas mas não achadas) e do padrão da repetição de formas e repetição taxonômica fóssil (mesmas espécies se repetindo até em estratos diferentes) como evidencia de sepultamento de seres básicos de todo planeta,  surgidos prontos na coluna geológica.

 

Logicamente que isso tinha sérias implicâncias não somente desfavorecendo o suposto historico evolucionista das especies, como apoiava a idéia criacionista  com 200 anos de altíssima rivalidade ,  de uma catástrofe mundial capaz de sepultar milhares de populações e por isso estarem repetidas em suas mesmas formas nos achados fosseis.  


Quando a academia brasileira soube da publicação houve drástica reação . Ameaçaram a terceira autora de perder a bolsa de pós doutorado em evolução  (era a segunda perseguição frontal que a pobre garota recebia) e mesmo sem respeitar o estado "grávido"  dela,  muito provavelmente a pressionaram para que solicitasse a remoção de seu nome, o que a revista se recusou fazê-lo. Na época tive então que declarar a isenção ao máximo de sua participação (até porque comigo não sei quantificar , mas acredito que foram poucas mesmo, não sei com o segundo autor)   depois fizeram uma tempestade de protestos contra o artigo nas redes sociais, onde tentei quase em vão , discutir o assunto do artigo e chamar para o debate quem se dispusesse.

Podemos observar como destaco no artigo abaixo, que muitos cientistas tecem comentários a respeito deste ponto com extremo cuidado em suas publicações, agem como dando alfinetadas e não raras vezes usando frases , que se parecem irônicas,  como julgo que foi  o caso de Lauvoué ao declarar que "estudar o conservadorismo morfológico a longo prazo é difícil nos sistemas contemporâneos, porque poucas linhagens animais existentes são conhecidas por permanecerem morfologicamente estáticas em relação às escalas de tempo geológicas". (Lavoué et al, 2011).
Isso se dá porque a academia mundial principalmente das áreas de geologia e biologia,   é bem conhecida pelo seu comportamento  repleto de ódio e repulsa  para com artigos científicos criacionistas e do design inteligente (conforme um dos mais assistidos documentários do mundo "Expelled: No Intelligence Allowed")o qual descreve dezenas de casos onde cientistas respeitados foram boicotados, mandados embora, prejudicados por apoiarem de alguma forma o criacionismo ou o design inteligente,   e previsivelmente reagiu repudiando o artigo devido o caráter nitidamente a favor do "criacionismo".

Era até esperada esta reação por conta da nossa "afronta e audácia"  de publicar dentro do terreno protegido e vigiado pelo que o Dr. Eberlin (um dos maiores bioquímicos da atualidade) chama de "patrulha darwinista", que deixou escapar a publicação em jornal internacional de idéias a favor do seu arqui-rival histórico e político (criacionismo) que desde o iluminismo tratou de considerar indistintamente separação política entre igreja e Estado (laicismo político) como válidos também na educação (laicismo educacional), tratando de simplesmente proibir assuntos como Deus em sala de aula e varrendo o que o pais da ciência chamavam de principio básico (Criador) para algo inexistente,  criando assim, além de uma imensa prole de ateus ,  uma distância gigantesca entre o pensamento dos pais da ciência moderna e a própria ciência moderna, que agora,  sob os moldes da camisa de força  "naturalista" para assuntos religiosos, substituindo-os por mera ficção científica (sopa primordial, panspermia, biopoeise, etc)   se tornando ciência moderna preconceituosa quase apenas em relação a temas relacionados a Deus.

Em menos de uma semana Houveram provavelmente dezenas de milhares de reações acadêmicas no Brasil  e algumas internacionais como de uma autoridade britânica,  quase todas sem conteúdo. Houve também uma reação do Mauricio Tuffani, ex chefe do caderno de ciência da Folha de São Paulo, que como observou Junior Eskelsen, demonstrou sequer compreender o título do artigo ao destacar que o mesmo  se "apoiava" em "baraminology" assunto que foi apenas citado.

Na maioria das reações não houve apontamento ou demonstração de entendimento do assunto , houveram 3 ou 4 cientistas que se deram ao trabalho de debater numa página destinada a isso , mas a maioria  teve como saída apenas atacá-lo por ser criacionista e por ter sido publicado numa revista da lista das possíveis "predatórias" apesar que o corpo editorial da mesma possuir boas notas  B3, B4  conforme lista de 2017 pela agência oficial CAPES que apoia pesquisadores brasileiros. (outro detalhe que enquanto o site cita comportamentos de uma lista de revistas cientificas como sendo  "possíveis" predatórias, os brasileiros já afirmaram logo) 

Assustado com a reação busquei mais fontes que corroborassem com meu artigo para defendê-lo desta tempestade de críticas e um dos primeiros artigos que encontrei foi do grande cientista alemão (não poderia ser um  brasileiro? ) Wolf-Ekkehard Lönnig e  fiquei digamos aliviado ao ler  quase as mesmas observações em "Dynamic Genomes" Raciocinei que se tão grande cientista pensou as mesmas coisas eu não estaria tão absurdamente errado como a academia brasileira alardeava.

Encorajado a pesquisar mais busquei antecipar objeções, e dar resposta mais completa, abrangente e eficiente para satisfazer questões levantadas pelo mesmo artigo. Comecei fazendo  acréscimos e revisões para antecipar as críticas, mas pouco tempo a revisão se  transformou não somente num novo artigo, mas em uma teoria,  com centenas de elementos novos ou mais desenvolvidos, centenas de artigos citados a mais,  onde o ponto principal  que era " o paradoxo da estase morfológica"observada como anomalia sem qualquer harmonia com a teoria  de Darwin (observado por Darwin e antes dele), se tornou ponto lateral e coadjuvante junto com dezenas de outros,   formando  um novo modelo geocronológico de impactos  que denominamos "Teoria Neocatastrofista de Impactos" com a qual percebemos que os diversos problemas atuais da historia da terra inclusive a PMS (Paradox of Morphological Stasis),  funcionam neste novo modelo como peças de uma quebra-cabeças permitindo uma visão cada vez mais harmônica com a realidade.
Recentemente encontrei experiente cientista seguindo mesma linha (Michael Oards), além dos muitos citados neste trabalho como o Dr. Walter Brown, Loening do Max Plank, Dr. Nahor Souza Junior que foi quem me deu os fundamentos da geologia catastrofista e o primeiro a falar para mim que  os impactos provavelmente eram "o segredo" e foi a partir de um mega debate de 9000 réplicas e tréplicas, com 4 professores de geologia durante 1 ano e meio sob assistência do mesmo, que percebi um pouco que os impactos eram o ponto chave para a compreensão da historia da terra e sobretudo do fanerozoico,  os quais complementam dentro de suas especialidades e pontos observados, a confirmação de que estamos apenas um pouco mais  acima dos efeitos dos mesmos.

 

Por fim busquei e ainda busco uma centenas de revisores, críticos, colaboradores e co-autores entre os quais cito Hector Lutero, que foi quem percebeu geniosamente a hipótese de tendência de relação de diâmetro do bólido com idade (Figura 1), Dan de Barna, que me forneceu um capítulo inteiro de seu livro citandio o famoso cientista "Alvares" ,  Roberto Carlos Machado que forneceu relatos arqueológicos de catástrofes e tem pesquisado sobre cinturão de asteroides, e fui agregando alguns pontos importantes e revisando outros, podendo  oferecer agora com uma certa  expectativa positiva,  uma previsão de trabalho ao público em geral, que  mesmo possuindo diversos pontos que ainda necessitam de maiores estudos e demonstrações, ofereço para  que a discussão do mesmo e sua exposição, possa melhorar ou criar novos projetos de pesquisa atrelados, que dignifiquem cada vez mais a ciência dos fatos,   nossas descobertas , estes novos autores e suas novas ou antigas publicações, com novas observações e olhares ;  e porque não mencionar também, para que  dignifiquem sobretudo e sobre todos ao nosso Criador.

 

A todos uma boa leitura!

 

Sodré Neto

geologiaatual@gmail.com

31 975352798

 http://sodregoncalves.no.comunidades.net/mudancas-morfologicas-em-tempo-geologico

 

 

TNI - TEORIA 

NEOCATASTROFISTA DE

 

IMPACTOS

 

 

 

Como Produzir Bilhões de anos em 30 Minutos e o Paradoxo da Estase Morfológica

 

 

 

Sodré Neto

 

 

 

 

 

 

 

 

VIDEO  EXPLICANDO O ARTIGO E COMO ACHAR DIAMANTES

 

 

 

 

Sodré, GBN; Alves, EE; Lutero, BS; Barna, D; Machado, RC

 

Sodré Gonçalves de Brito Neto¹, Everton Fernando Alves²

Hector Lutero Honorato de Brito Siman³, Dan de Barna, Roberto Carlos Machado

¹Graduando em Geologia, Universidade Federal de Goiás, UFG, Brasil. ²Departamento de Biotecnologia, Genética e Biologia Celular, Universidade estadual de Maringá, UEM, Paraná, Brasil. ³Departamento de Patologia Geral Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, Brazil. Dan de Barna, autor do livro "Manzana de Adan (Génesis & Prehistoria)" .Roberto Carlos Machado, Pesquisador Independente

 E-mail autor: geologiaatual@gmail.com

 



RESUMO - Quando olhamos para toda terra a primeira impressão que temos poderá ser a mesma dos pais da geologia e da paleontologia moderna como George Cuvier, Steno, Buckland, etc...que estamos assistindo os restos de diversos mega-acidentes geológicos e catástrofes imensas que ocorreram recentemente sobre a terra. Neste trabalho procuraremos demonstrar como esta primeira impressão possui relações com a hipótese de chuva de asteroides e dezenas de efeitos que percebemos se comunicarem com a mesma.

 

«Geoscience meets the four horsemen?: Tracking the rise of neocatastrophism»Global and Planetary Change (em inglês). 74 (1): 43–48. 1 de outubro de 2010. ISSN 0921-8181doi:10.1016/j.gloplacha.2010.07.005

Weimer, P.; Slatt, R. (1 de abril de 1999). 
«Turbidite systems, Part 1: Sequence and seismic stratigraphy»The Leading Edge18 (4): 454–463. ISSN 1070-485Xdoi:10.1190/1.1438309
https://library.seg.org/doi/abs/10.1190/1.1438309

Slatt, R.; Weimer, P. (1 de maio de 1999). 
«Turbidite systems Part 2: Subseismic‐scale reservoir characteristics»The Leading Edge18 (5): 562–567. ISSN 1070-485Xdoi:10.1190/1.1438333
https://library.seg.org/doi/abs/10.1190/1.1438333
A geologia moderna conforme o Dr. Fairchild menciona, admite que para que haja um registro geológico necessário que tenha existido um evento bastante catastrófico e exatamente por este ponto, podemos ter em mente que uma leitura mais catastrofista da terra será mais recomendada que uma teoria gradualista e uniformista (apesar de existirem pequenas catástrofes na atualidade) .

 

O uniformitarismo, apesar de ser uma ferramenta importante e até essencial para compreendermos os eventos geológicos e alguns até tentarmos reproduzir, foi substituído e até certo ponto minimizado por atualismo geológico que admite que apenas mesmas leis operavam "uniformemente" no passado. Esta mudança se deve ao fato de se perceber que os processos geológicos do passado não se repetirem na sua magnitude no presente.

 

(Marrine, 2010) lista 7 fatores que tem contribuído para transformar a perspectiva interpretativa dos mais atualizados trabalhos geológicos: Ele intitula como: "1) o aumento da geociência aplicada; 2) epistemologia geológica herdada; (3) interação disciplinar e difusão de idéias das ciências planetárias para a terra; (4) o advento das técnicas de namoramento radiométrico; (5) a revolução das comunicações; (6) webometria e a busca por geociências de alto impacto; e (7) estruturas culturais populares" .

 

 

Marrine, Nick (1 de outubro de 2010). «Geoscience meets the four horsemen?: Tracking the rise of neocatastrophism»Global and Planetary Change (em inglês). 74 (1): 43–48. ISSN 0921-8181doi:10.1016/j.gloplacha.2010.07.005 https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S092181811000158X

 

Esta velha e agora renascida leitura interpretativa geológica percebe os fenômenos catastróficos do passado como causadores de grandes alterações globais na superfície terrestre suplantando interpretações antes quase exclusivamente uniformistas e gradualistas . Os fenômenos catastróficos, em especial os de alta energia e consequências globais, como impactos de grandes asteroides, estão cada vez mais na mente do observador em geologia.

 

A inserção de impactos e seus efeitos na coluna geológica é um fato recente e na opinião de alguns geólogos deveria causar uma revolução muito maior que simplesmente deixar tudo como estava sendo considerado, como se os impactos fossem apenas um detalhe sazonal nos milhões de anos de formação sedimentar . Neste trabalho buscamos demonstrar que esta revolução gerada pela inserção dos impactos está comunicável cada vez mais com um novo modelo de historia geológica da terra.

 

Existem vários  pontos para a defesa da hipótese de que houve uma chuva de asteroides recentes na terra, listaremos dezenas abaixo, sendo que a abolição do absolutismo radiométrico abre esta possibilidade e inclusive a possibilidade que defendemos aqui de que todas os impactos tiveram estreita ligação com todas as formações sedimentares. Outro ponto que raciocinamos em cima do artigo de (Ormö, 2014) é que se há fartas evidencias de impactos binários oriundos de uma mesma colisão, porque esperar tanto tempo para que a chuva de fragmentos de asteroides originados desta mesma colisão tenham que vir separadamente ou no máximo em duplas para  a terra?

 

O ponto inicial e central no nosso artigo anterior (Sodré et all, 2017) era  o paradoxo da estase morfológica que no entendimento de muitos é um forte testemunho do sepultamento de uma só geração de seres vivos na terra. Neste presente artigo visualizamos dezenas de aspectos que corroboram com a PMS  (Paradox of Morphological Stasis) para formar um quadro harmônico com este novo modelo que denominamos TNI :Teoria Neocatastrofista de Impactos.

 

A anomalia surpreendentemente encontrada de que não há mudanças significativas morfológicas (incluindo aquelas em direção as filogenias e morfologias díspares) no registro fóssil, para confirmar e convalidar a árvore evolutiva de ancestralidade totalmente comum e/ou pelo menos para representar as grandes mudanças ambientais ocorridas ao longo de milhões de anos, é chamada na literatura de "paradoxo da estase morfológica"  e neste trabalho demonstraremos sua relação com a geocronologia e estratigrafia sob efeitos de impactos de asteroides ocorridos na terra.

 

Devido se perceber  que  estase morfológica no registro fóssil, seguido de repetição de mesmas espécies,  representar o sepultamento de uma população, em uma geração,  em um só momento,  defendemos que qualquer interpretação que avance um milímetro sequer desta afirmação, contrariará tudo que conhecemos sobre evolução e plasticidade adaptativa das espécies ao longo do tempo, pois terá que defender o impossível: "estase morfológica" e permanência de formas, mesmo  sob a pressão ambiental de diversas catástrofes ocorridas nos  milhões de anos .

 

O padrão chamado por "paradoxo da estase morfológica" no registro fóssil, (PMS - paradox os morphological stasis), representado por espécies com pouca modificação morfológica se repetindo em camadas sucessivas, quando comparamos se 1) representa espécies (em seu comportamento evolutivo) intercaladas por milhões de anos, que neste caso, teriam que estar muito modificadas morfologicamente, tanto mesmas espécies (que mudam morfologicamente em mudanças ambientais)  e muito mais espécies que sofreram processo de especiação, ou se 2) representa um sepultamento de várias populações da terra se repetindo morfologicamente em estratos sedimentares (que neste caso teriam que estar sendo formados rapidamente e sucessivamente), é uma parte essencial do que tem estado em disputa durante os 2 últimos séculos de discussão sobre a origem das espécies, na dramática disputa entre criacionismo e darwinismo quanto ao melhor modelo de história de nossas origens.

 

Devido raramente se observar que espécies descendentes não modificam , também raramente deveria se observar  tal comportamento estável morfologicamente, nas respectivas ascendentes (ancestrais filogenéticos)  da mesma morfologia. Isso nos tem inclinado a considerar com parcimônia a  opção 2 como extremamente mais comunicável com a PMS.

 

As interpretações que buscam uma interpretação do PMS sem confrontar o paradigma atual geocronológico e as chamadas datações absolutas, acabam se submetendo a um tipo de absolutismo que os obriga mais a justificarem a anomalia que a dialogarem com os dados. Neste trabalho indicamos uma saída "libertadora" deste absolutismo, apresentando evidências de aceleração de decaimento radioativo por ocasião da queda de bólidos e o consequente "envelhecimento" de rochas durante um muito provável bombardeamento de asteroides na terra.

 

Além desta dificuldade do cientista atual desta área,  temos que enfrentar  o fato do pesquisador em geral não poder  contrariar a tradição acadêmica e seus respectivos chefes de departamento de pesquisa , e o resultado disso é que quase tudo que lemos em livros oficiais didáticos e publicações em revistas respeitáveis sobre evolução e plasticidade adaptativa das espécies ao longo do tempo, se comportam justificando a PMS classificando-o como "uma anomalia desafiadora" , sendo estes adjetivos talvêz seu limite e o máximo que os pesquisadores podem expressar para não  queimarem seus nomes nas modernas fogueiras de "hereges" modernos.

 

O  darwinismo observável e estritamente biológico nos leva a esta conclusão sumária totalmente contra as previsões (não estáticas morfologicamente) dos seres vivos intercalados por supostos milhões de anos no passado (darwinismo histórico), ao mesmo tempo, perguntamos que opção haveria para explicar a PMS e um sepultamento simultâneo da população de toda a terra com diversos estratos geológicos?

 

Levantamos aqui a hipótese de uma chuva e bombardeamento de asteroides e percebemos que esta hipótese se comunica de forma econômica com diversos ítens harmônicos entre si ,  e através da mesma , poderemos justificar o PMS como um  sepultamento de uma geração da população do mundo; sendo fortalecida por mais de dezenas de  itens isócronos e interligados , que como peças de quebra-cabeça se harmonizam . Alguns citamos como necessitados de maiores pesquisas e outros comentamos e listamos como:

  1. Toda a terra apresenta claros testemunhos de imensas catástrofes 
  2. A existência de etnias de biotipos semelhantes entre si em toda terra habitando em cima de halogrupos fosseis distintos dos vivos (Mongoloides em cima de negroides na américa do sul e mongolóides habitando em cima de fósseis caucasianos e negroides na asia) nos exige um quadro  de uma destruição completa do planeta seguida de poucas familias sobreviventes reabitando os continentes  com baixíssima população;
  3. Há evidencias consistentes de uma ruptura no ambiente da terra, definindo uma terra anterior mais organizada e mais comunicável com a vida e depois menos comunicável e mais hostil com a vida; isto é claramente demonstrado no contraste entre padrões gigantes fósseis (que exigiriam maior adequação a vida) e os padrões descendentes dos ascendentes fósseis, menores (tendo inclusive nos lagartos onde vemos claros aspectos de menor longevidade associado a menor tamanho já que não param de crescer).

    "queda catastrófica do nível de oxigênio, que é conhecido por ser uma causa de extinção em massa". "e essa relação causal realmente existe, deve ser um cenário de "muitos para um", em vez disso, o campo magnético planetário anteriormente considerado "one-to-one", deve ser muito mais importante do que se pensava anteriormente para a habitabilidade planetária"
    Wei, Young (15 de maio de 2014). «Oxygen escape from the Earth during geomagnetic reversals: Implications to mass extinction»Earth and Planetary Science Letters (em inglês). 394: 94–98. ISSN 0012-821Xdoi:10.1016/j.epsl.2014.03.018  https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0012821X14001629
  4. Kazzuo cita "Cumulações de óleo e gás do Golfo do México, associados à estrutura de impacto de Chicxulub (Donofrio, 1998)".DONOFRIO RR. 1998. North American impact structures hold giantfield potential. Oil and Gas Journal, 96(19): 69–83.      KAZZUO-VIEIRA, César; CROSTA, Alvaro Penteado; GAMBOA, Fernando  and  TYGEL, Martin. Caracterização geofísica da estrutura de impacto do domo de Vargeão, Brasil.Rev. Bras. Geof. [online]. 2009, vol.27, n.3 [cited  2018-01-20], pp.375-388. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-261X2009000300006&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0102-261X.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-261X2009000300006.
  5. 1/3 planeta temos micro-esférulas espalhadas proporcionalmente em numero de distancia de suas crateras fonte.

    Bunch, Ted E.; Hermes, Robert E.; Moore, Andrew M.T.; Kennett, Douglas J.; Weaver, James C.; Wittke, James H.; DeCarli, Paul S.; Bischoff, James L.; Hillman, Gordon C. (10 de julho de 2012). «Very high-temperature impact melt products as evidence for cosmic airbursts and impacts 12,900 years ago»Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America109 (28): E1903–E1912. ISSN 0027-8424PMID 22711809doi:10.1073/pnas.1204453109

    https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3396500/
  6. Inclinação do eixo da terra se deu em meio a formação das camadas sedimentares  de forma abrupta e rápida como testemunham alguns estratos.
  7. Publicações a respeito de múltiplos impactos e/ou muitos próximos tendo percentual alto de mesmas fontes  
  8. Considerando haver mais de 50.000 crateras por se descobrir ,  e fora o fato da formação de bacias das crateras colocar como suspeita toda formação sedimentar, ainda  as "rochas de fanerozóico contêm 155 impactos e as rochas precambrianas contêm apenas 27, ou 15% do total reportado" (Oard, Michael J.,  2009) 
  9. Aceleração de decaimento radioativo e envelhecimento de rochas (Brown, 2013); fabricação de idades geocronológicas pela ação de impactos de asteroides (Sodré, GBN, 2017) os quais produziram aceleradores de partículas por efeitos plasma, temperatura, ondas sonoras, etc, com alto poder de alteração do núcleo e/ou aceleração de partículas, o que separaria pelo tempo, camadas que estariam juntas sob mesmo tempo
  10. Explicação alternativa da hipótese publicada (Meshik, Alex P. , 2009)de que houve uma usina nuclear a 2 bilhões de anos;
  11. shatter cones e explosões nucleares subterrâneas French, BM (1998). Traços de catástrofe . Instituto Lunar e Planetário . Recuperado 2007-05-20 . Sagy, A .; Fineberg, J .; Reches, Z. (2004). "Cones quebrados: Fracturas ramificadas e rápidas formadas por choque" (PDF) . Journal of Geophysical Research . 109 : B10209. Bibcode : 2004JGRB..10910209S . doi : 10.1029 / 2004JB003016 . French, Bevan M. (2005). "Stalking the Wily Shatter Cone: um guia crítico para caçadores de crateras de impacto" (pdf) . Impactos no campo . Grupo de Estudos de Campo de Impacto . 2 (Inverno): s 3-10. 

    em ingles

    French, B.M. (1998). Traces of catastrophe. Lunar and Planetary Institute. Retrieved 2007-05-20
     Sagy, A.; Fineberg, J.; Reches, Z. (2004). "Shatter cones: Branched, rapid fractures formed by shock impact" (PDF). Journal of Geophysical Research109: B10209. Bibcode:2004JGRB..10910209Sdoi:10.1029/2004JB003016French, Bevan M. (2005). "Stalking the Wily Shatter Cone: A Critical Guide for Impact-Crater Hunters"(pdf). Impacts in the FieldImpact Field Studies Group2 (Winter): s 3–10.
  12. Aspectos geoquímicos de elevadíssima temperatura; espalhados na terra e sem explicação atualmente. 
  13. "Temporalidade" termo palavra-chave para estudos geológicos  onde rochas antes de litificarem já recebem marcas de outros eventos próximos.
  14. Aquecimento gigantesco da crosta e suas deformidades que não se repetem na atualidade contrariando o uniformitarianismo e reclamando causas compatíveis a tal consequência observada.
  15. Hidrotermais ;
  16. Evasão de oceano interno e formação de diamantes originários dele (ringwoodite) 
  17. Deposição das camadas sedimentares larga, extensa, espessa, global, em plano paralelo sem intervalos de erosões ou de tempo;
  18. Separação violenta de continentes espelhado nas plataformas repletas de formações ígneas gigantescas semelhantes ao rio de Janeiro-Brasil pois grande parte do Rio de Janeiro é plataforma continental exposta e soerguida;
  19. Itararé ( expressão indígena que quer dizer "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"), onde temos quatrilhões de pedras "ainda" pontiagudas , despedaçadas , roliças, ou sofrendo grandes impactos sem apresentar erosões compatíveis a muito tempo . Tal cenário, reflete gigantesca catástrofe mundial recente na terra
  20. Idades anacrônicas recentes radiocarbônicas encontradas em centenas de exemplos que não deveriam conter quantificação datável de carbono;(Baumgardner, 2004)
  21. Incapacidade observável de preservação de centenas de casos de proteínas e tecidos moles enrijecidos e ressecados , supostamente preservados por milhões de anos (Saitta, 2017)
  22. Rapidez diagênica na permineralização na substituição de carbonato de cálcio (CaCO3) por sílica (SiO2)
  23. Extinção e substituição de halo-grupos humanos fósseis sob vastas áreas geográficas e fundação de sub-etnias com presença de forte stress endogâmico acima indicando baixíssimas populações se imigrando sobre um planeta que teria que estar todo devastado para poder se compor tal cenário.
  24. Centenas de relatos arqueológicos envolvendo imagens relacionadas a presença de asteroides e suas diversas consequancas erosivas e marinhas o que inclui o chamado dilúvio global presente em 275 fontes arqueológicas ocorridos a pouco tempo;
  25.  A espessura da crosta continental rachada violentamente (como demonstra a feição iígnea das plataformas continentais tendo parte desta feição exposta (RJ-Brasil), ligado ao fato dos contornos da linha da costa estarem preservados
  26. LHB
  27. Mudança abrupta de lógica na sedimentação com substituição sedimentar de outras correntes 
  28. Cenários sem formações semelhantes no presente , de grande destruição espalhados em toda terra
  29. Distancia de perspectiva mundial de detritos de impactos (Barton,2010)
  30. As catástrofes da terra refletem terem acontecido a bem pouco tempo, também porque poucas camadas sedimentares de características graduais e lentas,  cobrem tanto camadas do fanerozoico como pré-cambrianas. Entendemos por camadas não catastróficas aquelas caracterizadas por grande espessura em pacotes únicos, grande largura e grande extensão que espelha transgressão marinha de "magnitude global" (Souza Junior, 2009)

 

ABSTRACT - The surprisingly found anomaly that there are no significant morphological changes (including those towards phylogenies and disparate morphologies) in the fossil record to confirm and validate the evolutionary tree of ancestry totally common and / or at least represent the major environmental changes occurring over millions of years, is called in the literature "paradox of morphological stasis" (PMS) and in this work we will demonstrate its relation with the geochronology and stratigraphy under the impact of asteroids occurred in the earth.

 

Palavras-chave: Paradoxo da Estase Morfológica, Geocronologia, Taxonomia, Estatística Fóssil, Fósseis Vivos, Tipos Básicos Ancestrais, Catastrofismo e Neocatastrofismo, Especiação Em Tempo Real, Estase Morfológica, Pontualismo, Saltacionismo, Parcimônia, Epistemologia, Aceleração de Decaimento Radioativo, Uniformismo, Segregação e Estratificação Espontânea, Paleontologia em T,  Impactos, Meteoro, Asteroide, Plasma, Tokamak, piezoelétrico, decaimento radioativo, urânio, Fusão Nuclear, Fósseis Vivos, Diamantes, Temporalidade, Carbono 14, Tecidos moles, Métodos de Datação, Paleobiologia.(Glossário abaixo)

 

 

INTRODUÇÃO

A última edição do livro texto de geologia da USP  "Decifrando a Terra" ,  percebemos um reflexo do que ocorre no mundo onde geólogos estão abolindo uma visão uniformista da historia da terra devido os acontecimentos passados não terem pares comparados aos atuais, restando a permanência apenas do atualismo assumindo mesmas leis no passado, porém não mesmos acontecimentos. O Dr. Baker cita que  "a doutrina do uniformitarismo demonstraram há muito tempo que eram excessivamente restritivas na prática científica. O último deve ser relegado apenas ao interesse histórico no progresso das idéias" (Baker, 1998)

 

Baker, Victor R. (1 de janeiro de 1998). «Catastrophism and uniformitarianism: logical roots and current relevance in geology»Geological Society, London, Special Publications (em inglês). 143 (1): 171–182. ISSN 0305-8719doi:10.1144/GSL.SP.1998.143.01.15. Disponível em http://sp.lyellcollection.org/content/143/1/171.short em 16/12/2017

 

A razão desta mudança é exatamente o contraste de magnitude dos acontecimentos geológicos do passado com os atuais, e por isso podemos contemplar a terra e verificar facilmente como certas "construções" geológicas necessitaram de imensa e inimaginável energia catastrófica (muitas de magnitude e abrangência global em seus efeitos) para poder realizá-la.

 

O contraste verificado entre o padrão gigantesco fóssil comparado aos seus respectivos descendentes de hoje (e mesmo daqueles animais e plantas gigantescas que foram extintos), nos revela que este planeta na época destes fósseis era muito mais adaptável a vida, e vida em abundância.

 

As raízes da camada denominada carbonífero impressionam;  para poderem crescer mais precisam se alimentar mais  e terras sem pedregulhos propiciam tal crescimento e alimentação mais abundante . Nós pegamos uma cenoura e plantamos algumas em terra peneirada e outras em terra com pedregulhos e podemos testar este fato. Ora, a terra não poderia ter tantos pedregulhos para produzir as raízes do carbonífero, e seu ambiente deveria ser bem diferente do atual para abrigar animais gigantes e ainda permitir que existissem, o que aconteceu na terra que a encheu de pedregulhos e mudou drasticamente seu ambiente a ponto de podermos contrastar o mundo fóssil do atual sem gradualismos que escondam tal mudança?

 

 (PMS - paradox os morphological stasis)

Em 1944 uma meta-análise  concluiu a partir de 58 estudos publicados sobre padrões de especiação no registro fóssil  que 71% apresentavam estase morfológica. A este respeito Michael Benton declarou: "parece claro, então, que a estase é comum, e isso não foi previsto a partir de estudos genéticos modernos"

 

Simpson, GG (1944). Tempo e Modo na evolução. Columbia University Press. Nova Iorque, p. 203.
Erwin, DH e Anstey, RL (1995). "Espécie no registro fóssil". Em Erwin, DH & Anstey, RL (eds). Novas abordagens para a especificação no registro fóssil. Columbia University Press, Nova York, pp. 11-39.

Benton, Michael e David Harper (2009) Introdução à Paleobiologia e ao Fossil Record New York: John Wiley & Sons, pp. 123-124.

O paradoxo da estase morfológica (PMS - paradox os morphological stasis) é a observação de  permanência de mesma ou semelhante forma (dentro do "morfo-espaço") nas amostras  do registro fóssil contidos nos estratos e camadas  geológicas sedimentares do fanerozoico e/ou pré-cambrianas. Esta permanência é precedida por surgimento pronto (sem etapas evolucionarias achadas antes nem lateralmente no sentido de ligar evolucionariamente um padrão morfológico fóssil ao outro, o que é chamado de padrão de disparidade ou diferenciação de padrões morfológicos aumentada no registro fóssil) , bem como extinção da forma no registro fóssil sem etapas de diversificação antes de extinção  que se observa hoje , e as vezes reaparecimento daquela forma extinta , da espécie ou forma padrão, viva hoje, criando assim lapsos de sua ausência no suposto tempo de milhões de anos de intervalo considerado.

Nós refletimos que a permanência morfológica de uma espécie e sua repetição nas camadas  é capaz de ligar uma camada a outra, em termos de tempo,  na maioria das espécies , uma vez que raríssimas espécies podem ser observadas ficarem sem alterações morfológicas diante de mudanças de tempo e consequentemente de ambiente.

O surgimento pronto de espécies ou criaturas fósseis como padrão paleontológico (tendo sua maior expressão justamente no cambriano/ediacara que correspondem com o surgimento de camadas sedimentares ) e a estase morfológica fóssil, repetindo as muitas mesmas espécies em estratos geológicos superiores , com o padrão de surgimento pronto sem antecedentes ou etapas evolutivas anteriores ,  tem dado aos criacionistas muita esperança de que a Bíblia e 274 outras fontes arqueológicas  sempre estiveram certas ao declararem que o mundo antigo foi sepultado por uma conjugação de relatos de diversas  catástrofes diferentes,  tendo em comum uma grande inundação arrebatadora  que muitos relatos dos antigos chamam de dilúvio. Alem dos criacionistas, os cientistas do design inteligente, que é um ramo interdependente da linha de estudo criacionista, ou que representa uma de suas linhas de pesquisa,  dão destaque ao surgimento pronto no registro fóssil,  como a confirmação de inúmeros estudos  bioquímicos iniciados principalmente por Michael Behe,  da célula e sistemas de vida ,  que não funcionam caso faltem partes (complexidade irredutível). Alguns dos autores que publicaram a respeito (Loening, 2006, 2017; Denton, 1986, 2016; Meyer, 2009, 2013; Webe BH, 2010; Moriwitz, 1992;  Kaufmann, 1993; Dembsk, 2004; Gonzáles, 2004; Wells, 2000, Axe, 2016) e muitos outros. Todos obviamente evocando indiretamente ou discretamente  de alguma forma a necessidade de parâmetros de leitura e compreensão dos dados a partir de softwares que simulam inteligencia e por assim dizer evocam um design inteligente e consequentemente  os relatos antigos do Criador, o que fez  romper não somente  a barreira epistemológica que separa ciência estritamente materialista , onde todo cenário avistado é comprimido numa camisa de força epistemológica materialista de  uma ciência pós modernista que abraça deduções metafísicas juntas ou amplas o bastante para  reencontrar sabedorias , crenças e relatos antigos em sua forma mística  de descrever dentro de sua forma de expressão mitológica, simbólica ou análoga, com baixo ou alto percentual e características de alguma literalidade falseável, os detalhes  nossas origens.

Estes relatos antigos  também falam de separação da terra e a  geologia moderna, talvez em parte pelas ondas modernistas do iluminismo anti-religioso francês que imperava em toda Europa que era o centro do saber da época, teve muita resistência para aceitar a teoria da deriva continental de Alfred Wegener que em 1913 alegou ter iniciado a separação  a uns 300 milhões de anos. Na época não tínhamos o "google earth" que mostra os contornos ainda extraordinariamente preservados por milhões de anos se encaixando quase que perfeitamente ainda hoje,  apesar das catástrofes e impactos que se assumem ter ocorrido neste longo período, ou mesmo no período hoje assumido de 200 milhões de anos como inicio das separações , impactos estes que teriam desmanchado, castigado e erodido violentamente,   estes mesmos contornos, contraditoriamente preservados ainda se encaixando um ao outro, surpreendentemente,  como peças de um quebra-cabeças entre continentes da terra .

Mas se a academia  pudesse extinguir o fator tempo (e neste trabalho mostraremos como) nos perguntamos se estas águas vindas das profundezas  relatadas na Bíblia, juntamente com tantos desastres de magnitude global de outras fontes arqueológicas,  não seriam, juntamente com a separação póstuma da terra também relatada, consequências de uma chuva inédita de asteroides na terra (pois temos milhares de evidências que o inicio da separação foi extremamente violenta e  para rachar a crosta continental (que pode medir até 80 kilômetros de espessura) teríamos que ter muitas marretadas violentas de asteroides) as quais teriam capacidade de sepultar os seres antigos e explicar então suas repetições taxonômicas e a tão "assustadora" estase morfológica, pois todas as espécies pertenceriam a uma mesma geração e estariam apenas 70% estratificadas por uma conjugação de 1) motores de segregação e estratificação espontânea(Minoletti, 2009; Dilly et al, 2015: Berthaut, 1986, 1988, 2002, 2004, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014; Lalomov, 2007, 2013; Julien, P.Y, 1993) 2) Zoneamento ecológico 3) Flutuabilidade de corpos (Brand, 2003)


Outro relato de um livro sagrado dos Maias , o "Chilam Balaam", parece descrever   o que seria  impactos de asteroides na terra, da seguinte forma:

 

"Ah Mucencab veio e obscureceu a face dos Céus... a Terra começou a despertar. Ninguém sabia o que ia acontecer. De repente, fogos subterrâneos irromperam subindo Firmamento adentro e choveu fogo do alto, e despencaram cinzas, e pedras e árvores foram lançadas para baixo, e madeiras e pedras se despedaçaram umas contra as outras. Então o Céu foi agarrado e afastado à força. A face do Céu foi fustigada de um lado para o outro e atirada para trás... as pessoas foram todas esmigalhadas; seus corações pararam enquanto elas ainda viviam. Então elas foram enterradas nas areias, no mar. Numa enorme e repentina torrente de água, a Grande Serpente foi arrebatada do Céu. O Firmamento caiu e a Terra afundou quando os quatro deuses, os Bacabs, apresentaram quem trouxe a destruição do mundo." . Os Incas disseram : Incas "Um dia, um grupo de estrangeiros chegou para avisar que os orgulhosos habitantes daquela cidade seriam destruídos pelo terremoto, pela inundação e pelo fogo. A maioria deles riu dos estrangeiros. Contudo, alguns sacerdotes da cidade ouviram o aviso e foram viver em lugares afastados no topo das montanhas. Algum tempo depois, uma nuvem vermelha apareceu no horizonte.Ela cresceu e cobriu toda a área, e sua vermelhidão era tão forte que iluminava o céu noturno. De repente, com um brilho e um estrondo, um terremoto destruiu muitos edifícios da cidade, e uma chuva vermelha começou a cair.Outros terremotos e mais chuva vieram em sequência, e uma inundação logo cobriu toda a cidade arruinada" Outro relato dos maias esse retirado do Popul Vuh: "Então as águas foram agitadas pela vontade de Hurakán, e uma grande inundação desabou sobre as cabeças dessas criaturas... Elas foram tragadas e uma nebulosidade resinosa desceu do céu... a face da Terra ficou sombria e uma pesada chuva que tudo escurecia começou a cair — chuva de dia e chuva de noite... Ouviu-se um grande barulho acima de suas cabeças, como se produzido pelo fogo. Então se viram homens correndo, empurrando-se, cheios de desespero; quiseram subir em suas casas, e as casas, desmoronando, caíram por terra; quiseram trepar nas árvores, e as árvores fizeram chacoalharam à sua frente"

 

 

 

 

.

Decaimento radioativo,  produzindo bilhões de anos em 30 minutos

 

Para assumir a certeza de que existiram milhões e  bilhões de anos de existência nas rochas , se assume desde penúltimo século,  a premissa de que "sempre" existiu uma constância de decaimento radioativo, mas  caso houvesse aceleração deste decaimento durante algum tempo, nós envelheceríamos as rochas .

 

Apesar de existir uma  série de publicações e autores que publicaram artigos onde defendem  evidências de aceleração de decaimento radioativo (Gentry, 1968-1982; Brown, 2006-2013), até hoje pouco se tem falado sobre isso , ou quando muito , fala-se numa influência irrisória de raios solares e campo magnético como influenciadores que poderiam alterar a constância de decaimento.  porem nada tão significativo, porém existem muitas publicações que parece que não foram ligadas ao tema como de  William A. Barker que descreve seu pedido de patente de aceleração de decaimento radioativo (como método de descontaminação de materiais radioativos) ,em 31 dez. 1991, da seguinte maneira :

 

"De um modo geral, a comunidade científica acredita que a taxa de decaimento de um núcleo radioativo é imutável. No entanto, é possível alterar a taxa de decaimento alterando o ambiente do emissor.... Desta forma, a taxa de decaimento da radioactividade dos materiais é grandemente acelerada e os materiais são assim descontaminados a uma velocidade muito mais rápida do que o normal. O estímulo pode ser aplicado aos materiais radioativos, colocando esses materiais dentro da esfera ou terminal de um gerador de Van de Graaff onde eles são submetidos ao potencial elétrico do gerador, como na faixa de 50 kilovolts a 500 kilovolts, para em pelo menos um período de 30 minutos ou mais. A presente invenção baseia-se no facto de a taxa de decomposição de materiais radioactivos poderem ser aceleradas ou reforçadas e assim ser controlada por um estímulo, tal como um potencial electrostático aplicado. Esse potencial, por exemplo, é incorporado na equação de tunelamento mecânico quântico para o coeficiente de transmissão T * T, incluindo uma energia potencial adicional"

 

Muitos outros trabalhos e pedidos de patente para métodos de aceleração de decaimento radioativo e descontaminação de materiais estão descritos na literatura (An Kinderewitscg, 2003; Gorodezki, 2005) . O aparato de Willian Parker citado precisou de 50-500 kilovolts para gerar aceleração de decaimento e descontaminar assim em apenas 30 minutos, mas quantos milhões de kilovolts geraria a queda de apenas 1 grande bólido? e qual seria as consequências em termos de aceleração de decaimento e envelhecimento de rochas  diversos bólidos caindo, eletrificando, aquecendo e fragmentando a crosta terrestre?

As experiências com fusão nuclear  em inúmeros testes e projetos como de equipamentos de tokamaks , de que , através de sistemas de plasma e temperatura, poder não somente aumentar decaimento mas até alterar núcleo de elementos estáveis (Bosch, 1999; Lee, 2008; Hesslow L et al, 2017; Izumi et al, 2016; Zhang et al, 2016; Xie et al, 2014) , e os efeitos de plasmas e outros aceleradores de partículas durante a queda de grandes bólidos (dos quais temos catalogado apenas em torno de 0,2%), tendo nós mesmos dado uma contribuição relevante para tendência de decaimento acelerado em relação ao diâmetro do bólido (Figura 1), tudo isso nos assegura que podemos simular aqui uma interpretação isenta da dependência  tradicional da geocronologia devido esta não poder mais estar (pelo menos “absoluta”) diante de tais testes e fatos e de muitas outras perspectivas datacionais anacrônicas, sem necessitar portanto de tais inúmeras justificativas ad hoc, podendo simular uma interpretação com os dados como eles simplesmente são e estão.

 

A interpretação isenta da geocronologia convencional e tradicionalmente ensinada desde dois últimos séculos, economiza por assim dizer, uma série de malabarismos justificadores de anomalias anacrônicas que pululam nas descobertas científicas, mas ela trará novos desafios como por exemplo, se não temos este tempo todo distanciando a queda de bólido do outro, então poderíamos nos aproximar mais de estudos da NASA de múltiplos impactos na história da terra ? (Spray, 1998; Donald R. Lowe, 2004; Bunch, 2012; Witke JH, 2013; Kennett, 2015). A evasão de gases e o isolamento dos raios solares pelas grossas nuvens de fumaça esfriariam rapidamente a superfície da terra, criando a glaciação, em cima de uma crosta  fervendo logo abaixo dos continentes e das águas  em movimento ? Poderia a queda de grandes bólidos envelhecer rochas pela aceleração de decaimento radioativo? poderia transformar alguns elementos estáveis em instáveis arrancando nêutrons de seus núcleos?  Na figura abaixo percebemos uma pista nesta direção:

Figura 1 - Linha de aumento de idade relacionada ao diâmetro de bólidos . Sodré & Lutero, 2017

 

 ***Observamos que  há uma linha de tendência em relação a dizer que numericamente diâmetros maiores  dos bólidos possuem maior probabilidade de estarem relacionados a maiores idades,  e numericamente bólidos  pequenos ajuntados em torno de idades menores, possuem proporcionalmente probabilidade de estarem relacionados a idades menores . 

 

A queda de maiores bólidos representam potencial de aceleração maior de partículas e de possível até mesmo surgimento de elementos instáveis (Brown, 2013). As poucas exceções a esta tendencia verificada , podem ter explicações em relação ao terreno do impacto se apresentaria ou não amortecimento do impacto, e o mesmo vale para bólidos de diâmetros pequenos se o terreno impactado teria gerado ou não maiores fatores de aceleração de partículas. 

A queda de um bólido maior implica em maior temperatura conjugada a  maior efeito plasma conjugado a  maior efeito piezoelétrico e a maior onda sonora;  todos estes efeitos são aceleradores de partículas e , em graus cada vez mais elevados,  são mais  capazes de arrancar neutrons até de elementos estáveis, bem como estes neutrôns soltos se agregar a outros elementos criando instabilidade por neutrons a mais e a menos nos novos elementos radioativos gerados.

Se possuem tais potenciais de aceleração de decaimento maior, logo, bólidos maiores teriam a tendencia de ter maiores idades como revela o gráfico e bólidos menores , menores idades como demonstra o gráfico.

No vídeo abaixo se faz uma simulação de formação da lua



Quando retiramos os bilhões de anos , passamos a entender o bloco conjunto de situações onde explicamos porque temos quedas maiores gerando nítida diferenciação de temperatura na queda, o que se harmoniza com queda de corpos maiores em menor quantidade e corpos menores em maior.

Em geral quando ocorre o confronto de uma única vez de dois corpos,  o despedaçamento ocorre formando blocos maiores e centenas de milhares de blocos menores , tendo poucos jogados para bem mais longe que outro (resultado da tensão num ponto). Esta imagem se harmoniza com o presente estudo , pois observamos :

1. O lado escuro e mais "queimado" sendo atingido por corpos maiores, que não deveriam estar sozinhos pois que era resultado de grande colisão.
2. Os efeitos plasma, piezoelétricos , ondas sonoras e aceleradores de partícula vão dar a impressão de que estas quedas foram mais antigas (Na lua onde não temos a dinâmica do mar criando estratos "moles" (não litificados) esta relação (observada por Hector Lutero Siman quando discorríamos o assunto) fica bem mais evidente; observe que a queda dos grandes bólidos lunares são considerados os mais "antigos" .
3. Esta imagem explicara casos mais esporádicos de meteoros mais próximos viajando ainda no espaço alguns provavelmente oriundos de uma  mesma colisão.

 

 

 

Formação Rápida e Sucessiva das Camadas sedimentares entre o Cambriano e o PleistocenoDesenvolvi uma disputa sob ajuda do Dr. Nahor Souza Junior,  durante 1 ano e meio,  entre agosto de 2009 e dezembro de 2010,  numa espécie de banca virtual,  debatendo com 4 conceituados professores de geologia do Brasil,  sobre se havia ou não aspectos sedimentares que demonstrassem algum tempo de grande intervalo entre a formação do cambriano e o pleistoceno. Depois de 9000 réplicas e tréplicas , não houve uma única evidência de intervalo grande  de tempo que pudesse ser apresentada sem contestação. Já o contrário disso, tivemos inúmeras evidências sem nenhuma contestação até hoje as quais defendem esta formação sedimentar contendo aspectos catastróficos, rápidos, de abrangência e magnitude global, em diversas análises mostrando que em um momento, tempo curto, meses e anos,  o planeta foi castigado por uma sucessão de varias catástrofes formadoras de camadas sedimentares todas acontecendo logo após a outra ou em conjunto.

 

Nesta época estávamos defendendo apenas um dos aspectos ou consequências  destas catástrofes relatado em centenas de fontes da  arqueologia comum e que a maioria dos pais da geologia moderna antes do darwinismo, defendiam ser o dilúvio bíblico. Contudo , entendemos hoje que o "tal" diluvio dos pais da geologia e de centenas de fontes arqueológicas , seria apenas uma das consequências de uma chuva de asteroides.

 

As quatrilhões de pedras despedaçadas expostas no planeta  e outras quintilhões debaixo da terra, onde um bom percentual apresenta estarem roliças devido grandes movimentos , outras tantas ainda apresentam arestas sem estarem desgastadas (ou com pouco desgastes e ainda obtusas revelando pouco desgaste natural que existiriam caso houvesse muito tempo) . Tais pedras  evidenciam um cenário de imensa catástrofe; ocorridas a pouco tempo pois que estão juntas umas as outras.  Outras rochas  estão exatamente debaixo de fortes impactos de águas sem que apresentem erosões de milhões de anos, mas de pouquíssimos milhares de anos, revelando pouco tempo pelo principio de sabedoria milenar chamado pelos índios de "Itararé" na língua indígena quer dizer "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"

 

A Geological Society of America publicou um artigo

 

COFFIN, HAROLD G (1 de julho de 1971). «Vertical Flotation of Horsetails (Equisetum): Geological Implications»GSA Bulletin (em inglês). 82 (7). ISSN 0016-7606doi:10.1130/0016-7606(1971)82[2019:VFOHEG]2.0.CO;2

 

«QUALIFICATIONS AND EXPERIENCE OF»origins.swau.edu. Consultado em 29 de novembro de 2017  

 

comunidades.net. «Bacia do Rio Columbia - Implicações Cronológicas»www.sodregoncalves.rede.comunidades.net. Consultado em 29 de novembro de 2017

 

 

 

 

 

O Dr. Scott W. Hassler e o Dr. Bruce M. Simonson (Hassler, 2001) , ao defenderem a existência de múltiplos impactos formadores de camadas sedimentares próximas,  propõe  "isso como um modelo para que os trabalhadores possam testar em outras camadas de esférulas para ver se o modelo possui aplicabilidade geral. Isso pode ser mais difícil nos depósitos de Fanerozoico; a prevalência da bioturbação, uma vez que o Neoproterozóico pode obscurecer as estruturas mecânicas dos depósitos de impacto".

Padr%c3%b5es_de_distribui%c3%a7%c3%a3o_sedimentar_por_impactos

 

Outros trabalhos que seguem mesma linha sugerem que micro-esférulas são padrões para rastrear formações sedimentares associadas com grandes ondas e tsunamis, no trabalho de (Bunch, 2012) vemos a admissão de que um terço do planeta possui tais evidencias.

 

Esferulas_de_impactos

 

Bunch, Ted E.; Hermes, Robert E.; Moore, Andrew M.T.; Kennett, Douglas J.; Weaver, James C.; Wittke, James H.; DeCarli, Paul S.; Bischoff, James L.; Hillman, Gordon C. (10 de julho de 2012). «Very high-temperature impact melt products as evidence for cosmic airbursts and impacts 12,900 years ago»Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America109 (28): E1903–E1912. ISSN 0027-8424PMID 22711809doi:10.1073/pnas.1204453109

 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3396500/Neste contexto de micro-esférulas observa o Dr. Prasad, que "observamos uma diminuição da intensidade e do número de colisões dentro da ejetada com o aumento da distância" (Prasad et al., 2010 Meteoritics & Planetary Science 45, 990-1006 (2010).

 

 

 

 

 

Padrão de Surgimento de Formas Prontas no Registro Fóssil

Se a geocronologia de idades de bilhões de anos não pode ser afirmada com toda a pretensa certeza absoluta , então teríamos sérias consequencias estratigráficas e de impactos , pois encurtaríamos o tempo das sedimentações, e as colocaríamos como sucessivas e rápidas como temos fartas evidências disso como o proprio fato de estarem em plano paralelo sem erosões inter-camadas que representassem desgaste no tempo,   e ajuntaríamos cada vez mais os impactos para mais perto um do outro, aproximando da idéia de publicações que sugerem chuva de asteroides e múltiplos impactos na terra como uma possibilidade de resposta para explicar o que fendeu violentamente a crosta continental de média de 70 kilometros de espessura, e formou a maioria dos cenários extremamente catastróficos que observamos  na terra , bem como uma lista infinda de acontecimentos que requereriam grandes magnitudes globais de acontecimentos,  como chegar a produzir altíssimas e inimagináveis taxas sedimentares (Sadler, 1981) que alcançasse os continentes e sepultasse vivo animais gigantes continentais completos. O máximo que encontramos hoje, de animais de grande porte,  são pedaços mais resistentes  sendo fossilizados.

Na lua existem 30.000 marcas de crateras (astroblemas) de grandes e pequenos asteroides e meteoros, e na terra, temos apenas 200 astroblemas. Como a lua está muito próxima , e a terra possui campo de atracão mais forte, se deduz que, sendo seu diâmetro , 3,67 maior que a lua, ela tenha recebido no mínimo 4 x 30.000 asteroides, ou seja, mais de 100.000 impactos foram erodidos, encobertos, e/ou estão ainda por ser descobertos na terra. Ou no dizer de Zellner:

"Novos dados orbitais de alta resolução de missões lunares recentes, resolução melhorada e sensibilidade da instrumentação analítica, desenvolvimento de novas técnicas analíticas para aquisição de idades para amostras lunares, reavaliação de dados da literatura e modelos dinâmicos atualizados de evolução do sistema solar que levam em consideração essas novas observações levaram a novas interpretações do início do bombardeamento da Lua (e por procuração, a Terra)" (Zellner, 1 de setembro de 2017).

 

Os trabalhos que sugerem aspectos de proximidade temporal entre a queda de um bólido e outro estão cada vez mais onipresentes na literatura, (Schmitz, 2001; Ormö, 2014, Philipp R Heck, 2017;  ) , na revista Nature encontramos (Ormö, 2014) onde vemos por exemplo até mesmo proximidade sob a ótica da datação aceita:

 

Figure 2

 

"Approximately 470 million years ago one of the largest cosmic catastrophes occurred in our solar system since the accretion of the planets. A 200-km large asteroid was disrupted by a collision in the Main Asteroid Belt, which spawned fragments into Earth crossing orbits. This had tremendous consequences for the meteorite production and cratering rate during several millions of years following the event. The 7.5-km wide Lockne crater, central Sweden, is known to be a member of this family. We here provide evidence that Lockne and its nearby companion, the 0.7-km diameter, contemporaneous, Målingen crater, formed by the impact of a binary, presumably ‘rubble pile’ asteroid. This newly discovered crater doublet provides a unique reference for impacts by combined, and poorly consolidated projectiles, as well as for the development of binary asteroids". (Ormö, 2014)

 

"A maioria dos meteoritos que caem hoje são os condritos comuns tipo H e L, mas os principais asteróides do cinto melhor posicionados para entregar meteoritos são os condritos LL 1,2. Isso sugere que o fluxo atual de meteoritos é dominado por fragmentos de eventos recentes de destruição de asteróides 3,4 e, portanto, não é representativo em prazos mais longos (100-Myr). Aqui apresentamos a primeira reconstrução da composição do fluxo de meteoritos de fundo na Terra em tais escalas de tempo. Do calcário que se formou cerca de um milhão de anos antes da separação do corpo parental L-chondrite 466 Myr atrás, recuperamos minerais relict a partir de micrometeoritos grosseiros. Por análises elementares e isotópicas de oxigênio, mostramos que antes de 466 Myr atrás, os achondritos de diferentes fontes asteroidais tinham abundâncias semelhantes ou maiores do que os condritos comuns. Os achondritos primitivos, tais como lodranitos e acapulcoites, juntamente com achondritos não agrupados relacionados, constituíram ~ 15-34% do fluxo em comparação com apenas ~ 0,45% hoje "

Meteoritos raros comuns no período ordovícico (PDF Download Available). Available from: https://www.researchgate.net/publication/312647580_Rare_meteorites_common_in_the_Ordovician_period [accessed Nov 21 2017].

 

Most meteorites that fall today are H and L type ordinary chondrites, yet the main belt asteroids best positioned to deliver meteorites are LL chondrites 1,2 . This suggests that the current meteorite flux is dominated by fragments from recent asteroid breakup events 3,4 and therefore is not representative over longer (100-Myr) timescales. Here we present the first reconstruction of the composition of the background meteorite flux to Earth on such timescales. From limestone that formed about one million years before the breakup of the L-chondrite parent body 466 Myr ago, we have recovered relict minerals from coarse micrometeorites. By elemental and oxygen-isotopic analyses, we show that before 466 Myr ago, achondrites from different asteroidal sources had similar or higher abundances than ordinary chondrites. The primitive achondrites, such as lodranites and acapulcoites, together with related ungrouped achondrites, made up ~15–34% of the flux compared with only ~0.45% today

Rare meteorites common in the Ordovician period (PDF Download Available). Available from: https://www.researchgate.net/publication/312647580_Rare_meteorites_common_in_the_Ordovician_period [accessed Nov 21 2017].

 Ormö, Jens; Sturkell, Erik; Alwmark, Carl; Melosh, Jay (23 de outubro de 2014). «First known Terrestrial Impact of a Binary Asteroid from a Main Belt Breakup Event»Scientific Reports (em inglês). 4 (1). ISSN 2045-2322doi:10.1038/srep06724 «Figure 2: Paleogeography of Baltica and neighboring cratons at the time of the increased cosmic bombardment following the ~470 Ma asteroid breakup event, and timeline for the related meteorite falls (black dot and line) as well as known craters (red dots).»www.nature.com (em inglês). Consultado em 8 de janeiro de 2018 Glikson, A.Y.; Allen, C.; Vickers, J. «Multiple 3.47-Ga-old asteroid impact fallout units, Pilbara Craton, Western Australia☆»Earth and Planetary Science Letters221 (1-4): 383–396. doi:10.1016/s0012-821x(04)00104-9

 

 

 

 

 

Como a  Espessa Crosta poderia Rachar?

A crosta continental possui média de 70 km de espessura. Para que ela se fendesse, de forma violenta como foi (como podemos ver na plataforma da américa do sul e na plataforma da áfrica , onde existem debaixo da costa marítma, gigantescas erupções semelhantes aquelas da bacia da Guanabara no Rio de Janeiro- Brazil, que deveria estar também como as milhares de outras debaixo de água, mas por algum motivo ainda misterioso e não explicado, está soerguida. O mistério do porquê que apenas este pedaço da plataforma estaria soerguido com uma grande depressão ao centro , rodeada de grandes erupções vulcânicas de altíssimas escalas sugere uma imensa catástrofe como fonte causadora de tal formação ígnea. Nestas imagens abaixo unimos estudos feitos na rússia com semelhanças a bacia da guanabara-RJ. Estas semelhanças requerem maiores estudos , mas tentam vincular a separação violenta entre áfrica e américa, a diversos quadros geomorfológicos que provavelmente podem ter relação com impactos . 

diamonds formed at asteroid impact sitesBacia_da_guanabara

Bacia da Guanabara- RJ

Resultado de imagem para Diagram from Guidebook 27,

Popigai Crater no norte da Sibéria, na Rússia. http://geology.com/articles/diamonds-from-coal/ .Diagram from Guidebook 27, "Geology of Big Bend Ranch State Park, Texas" by C. D. Henry. Bacia da Guanabara - RJ - Brasil (Imagem de Popigal adaptada). Imagem CBERS da Baía de Guanabara (Fonte: INPE) - http://geologiamarinha.blogspot.com.br/2010/03/

 

Paradoxo da Estase Morfológica abrindo 8 janelas

 

Na pesquisa científica, a parcimônia é a escolha econômica de justificativas para uma observação, buscando assim a explicação mais simples e otimizada possível e na maioria das vezes, ela é considerada a melhor maneira de julgar uma hipótese (Courtney, 2008). Apresentamos neste trabalho, o que julgamos ser o caminho mais econômico e próximo de enxergar o paradoxo da estase morfológica (PMS) no registro fóssil, “que além de ser algo inesperado é ainda mais dramático porque:

"estudar o conservadorismo morfológico a longo prazo é difícil nos sistemas contemporâneos, porque poucas linhagens animais existentes são conhecidas por permanecerem morfologicamente estáticas em relação às escalas de tempo geológicas". (Lavoué et al, 2011). 

O mesmo fato é observado por Peter Williamson, professor de Geologia da Universidade de Harvard, ao sugerir que o neodarwinismo tem falhado em não conseguir explicar as descontinuidades sistemáticas no registro fóssil:

"o principal problema é a estase morfológica. Uma teoria é somente tão boa quanto o são suas predições, e o neodarwinismo convencional, que alega ser uma explicação abrangente do processo evolutivo, falhou por não predizer a ampla estase morfológica, agora reconhecida como um dos aspectos mais impressionantes do registro fóssil." (Williamson, 1981, p.214).

Por muito tempo, na biologia evolutiva, o PMS tem confrontado a “evolução-fato” (mais experimental e observável) com a evolução histórica (mais conjectural e deduzida), onde a parte histórica, deduzida , mais conjectural e dependente da geocronologia de alta escala de tempo, apresenta um dos maiores problemas da teoria sintética da evolução (Mayr, 2002; Futuyama, 2010; Voge, 2016; Lonning, 2004), e isso tem levado pesquisadores a desenvolverem inúmeras justificativas, às vezes de extrema complexidade, às vezes extremamente distantes dos fatos materiais, dos dados concretos da paleontologia baseada em dados (Sepkoski, 2013), para tentarem harmonizar a falta de evolução e a falta de mudanças morfológicas, estacionadas em estase no registro fóssil , surpreendentemente presente durante supostos imensos períodos geocronológicos, o que realmente, pelo que conhecemos de evolução ocorrendo até em tempo real e a plasticidade responsiva dos seres vivos a mudanças no decorrer de pouco tempo, seria um completo absurdo, muito mais que uma simples anomalia, uma verdadeira aberração epistemológica.

 

A maioria dos trabalhos que defrontam com o PMS, também acumulam novas soluções, e outros apresentam soluções em estudo de casos declarados como quase “exclusivos” ou “extraordinários” (Lavoué, 2011), dando a entender que para o resto dos seres vivos, ou para casos não extraordinários, fica sem solução. A partir de observações de grande possibilidade de erro na geocronologia pela aceleração de decaimento provocado por plasmas , altas temperaturas geoquímicas (Kennett, 2015), inclusive locais de impacto que são ricos em diamantes devido o choque ter produzido altíssima temperatura e pressão para produzir os mesmos,  e outros efeitos aceleradores de partículas (piezoelétricos e de ondas sonoras), por ocasião da queda de grandes bólidos (Figura1), referendando assim a possibilidade de uma interpretação dos dados, de forma direta e sem necessidade de justificativas, devido isenção da geocronologia tradicional que nos impõe uma necessidade de justificar a evolução ocorrendo mesmo sem dados morfológicos para tal, e também isenta da antiga idéia de Cuvier (1769-1832) que permanece praticamente constante até hoje na moderna teoria da evolução sintética , para explicar parciais sucessões de faunas estratigráficas, ignorando que já existe modernas propostas substitutivas de modelos de separação estratigráfica na literatura (Minoletti, 2009; Dilly et al, 2015: Berthaut, 1986, 1988, 2002, 2004, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014; Lalomov, 2007, 2013; Julien, P.Y, 1993) que evocam, depois de análise dos dados, que uma revisão geocronológica e estratigráfica é necessária e se demonstra ser uma alternativa muito pertinente para se lidar com praticamente todos os problemas levantados pelo PMS, de forma parcimoniosa, simples, econômica e mais comunicável com fatos evolutivos , sedimentares, consequencias sedimentares e estratigráficas das catástrofes de impactos, e com outras perspectivas datacionais anacrônicas sempre necessitando de calibrações, ajustes e hipóteses justificadoras.

Por muito tempo a biologia evolutiva tem proposto diversas soluções para PMS e padrões fósseis ligados a ela. Em uma leitura rápida dos dados materiais poderíamos perceber que:

 

1) Mecanismos evolutivos estão ausentes no registro fóssil, pelo menos materialmente, devido a pobreza taxonômica de 250 a 300 mil espécies num mar de estimativas de haver trilhões de amostras fósseis no planeta

 

2) Igualdade técnica para números de padrões corporais de fósseis, quando comparados à imensa biodiversidade atual de estimativas de 8 a 100 milhões de espécies, revelam não somente a evolução totalmente parada em relação a diversificação no registro fóssil, como contrastadamente em rítmo acelerado hoje, mas mesmo assim acelerada, ocorrendo com limites numéricos de quase mesmo número de padrões corporais fósseis;

 

3) Estase morfológica revela também ambientes constantes e/ou segregados, onde os seres até mesmo de mesmo genótipo, teriam que viver sem mudanças e quaisquer pressões ambientais, nutricionais, e inclusive, sem tempo para que previsíveis mudanças morfológicas ocorressem no decorrer de tão longo tempo, para conseguir manter tal padrão morfológico;

 

4) Repetição de mesmas espécies fósseis em estratos distintos, como evidencía de sepultamento de grande taxa sedimentar capaz de formar diversos extratos , de uma mesma população aparecendo em estratos distintos , e abandonamos a idéia de formas intercaladas por milhões de anos pelos dados que demonstram que praticamente todas as espécies mudam morfologicamente com o tempo (exceto casos raríssimos);

 

5) O surgimento de formas de vida prontas como padrão no registro fóssil representa o que chamamos de catástrofe inédita segregadora e estratificadora de espécies , pois se este padrão pronto se repete , isso sugere, pela propria perspectiva e percepção evolucionária, algo não ocorrido antes. O padrão de surgimento pronto nos fala de algo que sepultou e fossilizou os seres prontos e se refuta a idéia de várias catástrofes de Cuvier atualizadas nas várias extinções em massa da teoria da evolução sintética moderna, dando lugar a uma catástrofe estraficadora contendo repetição de mesmas espécies em estratos diferentes (SRABURC - Standard of Ready Ancestors Buried in Unprecedented Catastrophism).

 

6) Surgimento pronto também possui ligação com o polêmico assunto da “complexidade irredutível” que já desafiava por meio de milhares de estudos bioquímicos da célula e sistemas de vida, sobre a impossibilidade de existência e sobrevivência de seres e sistemas sem que estivessem prontos (Behe, MJ, 1997, 2009; Khun, 2012, Looning, 2005) (e independente daquilo que isso evoca a ciência não se proíbe de evocar nada, senão que deve se ater aos fatos) . Estas observações nos fala também que:

 

7) um cenário rápido de sepultamento estratificador de grande parte da biodiversidade, algo condizente com rápidas, catastróficas e altas taxas sedimentares (Sadler, 1981) verificadas nas espessuras, larguras, extensões e pacotes únicos de camadas sedimentares e ígneas, onde o aumento de diversidade de sepultados (fósseis) seguido de queda coordenada de diminuição de proporção de fósseis, poderia espelhar também movimentos estratigráficos nos transportes nas transgressões e regressões marinhas e não necessariamente histórias de aumento de diversidade seguidas de extinções em massa. Esta interpretação dos dados estaria totalmente dependente de que a geocronologia de alta escala de tempo nas datações sobretudo das camadas sedimentares , chamadas de “absolutas”, estivessem totalmente erradas e que a antiga idéia de Cuvier (1769-1832) de sucessão e revolução faunísticas, intercaladas por muito tempo, e suas atualizações na moderna teoria sintética da evolução, na verdade, seria apenas um momento na história geológica onde diversas estratificações estiveram sendo construidas contendo repetição de espécies de uma mesma população. E por fim;

 

8) justificamos a recomendação de novos estudos ligados ás possíveis falhas da geocronologia convencional por meio de estudo de patentes de métodos de aceleração de decaimento radioativo, envelhecendo rochas em bilhões de anos em apenas 30 minutos, e observações de comportamento de plasmas atômicos aceleradores de decaimento radioativo, muito provavelmente gerados na terra por ocasião da queda de grandes bólidos, como capazes não somente de acelerar decaimento radioativo, como de fusão nuclear e/ou modificação nuclear em elementos estáveis. 

O Surgimento sem antecedentes Evolucionários

 

O surgimento de formas de vida prontas, como padrão no registro fóssil, se comunica com idéia de impactos que gerariam grandes erosões e sedimentação atuando em conjunto com grandes transgressões e regressões marinhas, deixando rastros de camadas de sedimentos sobretudo nas bacias da terra. Os padrões de surgimento pronto, podem ser interpretados como uma consequência de gigantescas catastrofes associadas que ocorreram , em relação a vida na terra , de forma inédita, que teria que formar vários estratos contendo amostras de diversos seres vivos prontos nunca "surgidos" evolutivamente em outros estratos. Estudos nesta direção de múltiplos impactos vislumbram tais deposições e estratificações como :

"A deposição de S1, S2 e S3 foi amplamente influenciada por ondas e / ou correntes interpretadas para representar tsunamis gerados por impacto, e S1 e S2 mostram várias camadas graduadas que indicam a passagem de dois ou mais trens de ondas. Esses tsunamis podem ter promovido a mistura dentro de um oceano globalmente estratificado.." (Donald, 2004)

Este padrão descarta a presença de mecanismos evolutivos anteriores para as primeiras formas de vida, pois se um ou outro surgissem, alternando com antecedentes evolutivos e outros sem antecedentes, poderíamos até relevar este ponto e considerá-lo acidental devido uma série de justificativas (erosões, raridade fóssil, saltos evolutivos, etc.), mas estes gerariam fatores estocásticos e não regularidades padrões nos estratos, e o fato deste acontecimento ser padrão nos impõe imensa carga de ter que admitir que formas prontas simplesmente aconteceram na terra e não possuem sustentação, pelo menos material, dados, nos fósseis, para dizerem que foram evoluídas, ou que erosões e raridade fóssil estocásticas formaria este padrão em diversos estratos, etc. A opção de entender que estas formas prontas representariam uma imensa catástrofe sepultando pela primeira vez toda a vida na terra, se comunica com o que podemos chamar de "padrão de ancestrais prontos sepultados em diversos estratos em inédita e recente catastrofe" (SRABVSURC - standard of ready ancestors buried in various strata in unprecedented and recent catastrophe Catastrophism ). Sem contar com o fato da disputa que milhares de cientistas mais ligados a bioquímica das células fazem de que sistemas de seres vivos em geral precisam estar prontos devido necessitarem de “complexidade irredutíveis” (Behe, MJ, 1997, 2009; Khun, 2012, Looning, 2005) para poderem existir , se adaptar, sobreviver e evoluir .

 

O Dr. Kjetil L. Voge nos enviou sua publicação recentemente na qual se faz uma ampla revisão bibliográfica do problema da PMS (Voge, 2016). Inúmeros trabalhos correlatos passam a tocar o problema apresentando alguma solução para a anomalia surpreendente da estase morfológica ocorrendo em calculados Ma (milhões de anos). Todos parecem não duvidarem, nem questionarem com respeito aos problemas da "intocável" geocronologia e suas datações “absolutas”, nem da estratigrafia convencional, mas buscam dentro destes modelos, criar justificativas das mais diversas para a PMS.

 

Mas este não é um caso raro onde a geocronologia e estratigrafia impõe justificativas para dados anacrônicos, observamos que muitos outros pontos da paleontologia passam pela mesma situação, desde a sabedoria milenar dos indios ao pronunciarem a palavra "itararé" (água mole em pedra dura tanto bate até que fura" ) onde vemos trilhões de rochas recebendo impacto sem sofrerem erosões compatíveis a muito tempo, até pontos que vão estar ainda mais frontalmente destacando o anacronismo , como a datação de tecidos moles enrijecidos com borras amarronzadas de hemoglobina datados em extraordinários 60 a 120 milhões de anos. Um completo absurdo científico que prefere justificar e especular sobre super-poderes misteriosos da proteína e tecidos moles de preservarem por tanto tempo, que questionar o absolutismo datacional, apesar que estudos recentes estão desbancando tais possibilidades de preservação (Saitta, 2017) . Mas em geral os absurdos são tantos que para que este artigo não se transforme num livro, escolhemos apenas três exemplos bastante flagrantes , na Tabela 2 abaixo, citando uma amostra de ínfima quantidade proporcional de artigos relacionados, todos buscando encontrar saídas do tipo “ad hoc” para anomalias surpreendentes e anacrônicas. Destaco que alguns destes artigos parecem até ironizar o problema de forma a poderem ser publicados, sem confrontar diretamente o paradigma convencional, ou, analisando por esta perspectiva novamente as palavras do Dr. Lavoué, ficamos até perplexos com declarações e confissões como que implorando soluções, ou denunciando a falta delas,  como: “Estudar o conservadorismo morfológico a longo prazo é difícil nos sistemas contemporâneos, porque poucas linhagens animais existentes são conhecidas por permanecerem morfologicamente estáticas em relação às escalas de tempo geológicas”. (Lavoué et al, 2011). (Grifo nosso)

 

Desde o escândalo propalado pelo pontualismo de Eldredge e Gould, que parece que a academia representada por evolucionistas mais apegados tenta justificar ao máximo o sistema vigente geocronológico, que vai sendo solapado aos poucos por questionamentos cada vez mais irônicos, beirando a contundência e cada vez mais abertos, sem romper totalmente com o hímen do paradigma. Existe um grupo de publicações justificadoras da PMS que apelam, entre outras maneiras justificadoras, para “seleção estabilizadora”, ao mesmo tempo que acumulam outras soluções confessando indiretamente ou às vezes diretamente (Voge, 2016) sua insuficiência, pois apenas uma grande catástrofe como a queda de um grande bólido, os quais geram grandes taxas sedimentares (Sadler, 1981) e teríamos que ter morfologias não estabilizadas junto com estabilizadas, exigindo extraordinária sorte para aqueles que defendem essa tese, para que a mesma catástrofe não sepultasse as não estabilizadas pela seleção natural, exceto se a seleção natural fosse agir em conjunto com todas as espécies para formar padrão de estabilidade. Observe que a seleção, que deveria estar selecionando pelo menos alguns "díspares" para que se dirigissem no sentido de formar a árvore evolutiva de ascendência totalmente comum no registro fóssil , está agora, diante da PMS , destacando e dando maior notoriedade , dentro de diversas características contingenciais da seleção natural, sua característica conservadorista de estabilizar formas (conservadorismo que em outras circunstâncias e questionamentos é até evitado) . Os argumentos e estratagemas de destacar pontos verdadeiros, mas as vezes de forma isolada, se multiplicam em modelos computacionais, taxas flutuantes, e a confissão repetida de que tais justificativas ainda são insuficientes (Ver Tabela 2).

 Tabela 2

    Fato Surpresa 

Lista de algumas publicações justificando as anomalias não previstas pela Teoria 

PMS Paradoxo da Estase Morfológica 

 

 

 

 

1.    Van Bocxlaer, Bert; Hunt, Gene (20 de agosto de 2013). «Morphological stasis in an ongoing gastropod radiation from Lake Malawi». Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 110 (34): 13892–13897. ISSN 0027-8424. PMID 23924610. doi:10.1073/pnas.1308588110  

2.    Lavoué, Sébastien; Miya, Masaki; Arnegard, Matthew E.; McIntyre, Peter B.; Mamonekene, Victor; Nishida, Mutsumi (7 de abril de 2011). «Remarkable morphological stasis in an extant vertebrate despite tens of millions of years of divergence». Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. 278 (1708): 1003–1008. ISSN 0962-8452. PMID 20880884  

3.    Pigliucci, Massimo (1 de junho de 2009). «An Extended Synthesis for Evolutionary Biology». Annals of the New York Academy of Sciences (em inglês). 1168 (1): 218–228. ISSN 1749-6632.doi:10.1111/j.1749-6632.2009.04578.x  

4.    Estes, Suzanne; Arnold, Stevan J. (1 de fevereiro de 2007). «Resolving the Paradox of Stasis: Models with Stabilizing Selection Explain Evolutionary Divergence on All Timescales.». The American Naturalist. 169 (2): 227–244. ISSN 0003-0147. doi:10.1086/510633. Disponível em 12/09/2017 em  http://www.journals.uchicago.edu/doi/10.1086/510633  

5.    Hunt, Gene; Hopkins, Melanie J.; Lidgard, Scott (21 de abril de 2015). «Simple versus complex models of trait evolution and stasis as a response to environmental change». Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 112 (16): 4885–4890. ISSN 1091-6490. PMID 25901309. doi:10.1073/pnas.1403662111  

6.    Voje KL.Evolução . 2016 Dez; 70 (12): 2678-2689. doi: 10.1111 / evo.13090. Epub 2016 9 de novembro.  

7.    Alexis Matamoro-Vidal , Charlotte Prieu , Carol A. Furness , Béatrice Albert , Pierre-Henri Gouyon , Estase evolutiva na morfogênese do pólen devido à seleção natural, New Phytologist , 2016 , 209 , 1, 376  

8.    Monique Nouailhetas Simon , Fabio Andrade Machado , Gabriel Marroig , altos constrangimentos evolutivos limitados respostas adaptativas a mudanças climáticas passadas em calaveras de sapo, Procedimentos da Sociedade Real B: Ciências Biológicas , 2016 , 283 , 1841, 20161783  

9.    Florian C. Boucher, Vincent Démery, Inferring Bounded Evolution in Phenotypic Characters from Phylogenetic Comparative Data, Systematic Biology, 2016, 65, 4, 651  

10.    Davis, Charles C.; Schaefer, Hanno; Xi, Zhenxiang; Baum, David A.; Donoghue, Michael J.; Harmon, Luke J. (22 de abril de 2014). «Long-term morphological stasis maintained by a plant-pollinator mutualism». Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 11 (16): 5914–5919. ISSN 1091-6490. PMID 24706921. doi:10.1073/pnas.1403157111  

Tecidos moles não resistentes e não fossilizados (permineralizados) 

1.     Butterfield NJ Conservação orgânica de organismos não mineralizantes e a torneira do Burgess Shale. Paleobiologia. 1990; 16 : 272-286.  

2.    Stankiewicz BA, Briggs DEG, Michels R, Collinson ME, Flannery MB, Evershed RP Origem alternativa do polímero alifático no querogênio. Geologia. 2000; 28 : 559-5 

3.    Nguyen RT, Harvey HR Preservação de proteínas em sistemas marinhos: associações hidrofóbicas e outras não covalentes como principais forças estabilizadoras. Geochim. e Cosmochim. Acta. 2001; 65 : 1467-1480.  

4.    Briggs DEG O papel da decadência e da mineralização na preservação de fósseis de corpo macio. Ann. Rev. Earth Planet Sci. 2003; 31 : 275-301. Excepcional preservação fóssil e a explosão cambriana.  

5.    Butterfield  NJ Integr Comp Biol. 2003 fev; 43 (1): 166-77.  

6.    Schweitzer, Mary Higby; Wittmeyer, Jennifer L; Horner, John R (22 de janeiro de 2007). «Soft tissue and cellular preservation in vertebrate skeletal elements from the Cretaceous to the present». Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. 274 (1607): 183–197. ISSN 0962-8452. PMID 17148248. doi:10.1098/rspb.2006.3705 

Presença de quantidade datável de Carbono 14 em  Fósseis e minerais  de Ma 

1.     "Use of natural diamonds to monitor C-14 AMS instrument backgrounds," Nuclear Instruments and Methods in Physics Research B 259, (2007) p. 282-287.  

2.    Quaternary geology, radiocarbon datings, and the age of australites," Geol. Soc. America Spec. Paper, 84, (1965) p.415-432.  

3.    Dating Infall of Australites," (1970), Radiocarbon Journal 13(1), (1970) p. 8-11  

4.    Holzschuh, Josef (2005). «Recent C-14 Dating of Fossils including Dinosaur Bone Collagen». scienceeevolution. Consultado em 9 de setembro de 2017  

Inúmeros artigos denunciando anacronismos 

  

180 artigos confrontando datação radiométrica  

«Search Tools | The Institute for Creation Research». www.icr.org (em inglês). Consultado em 14 de setembro de 2017 

 

 

 

Observe que a seleção, que outrora precisaria selecionar "díspares" para que se dirigissem no sentido de formar a árvore evolutiva de ascendência totalmente comum no registro fóssil, está agora , como um coringa, diante do PMS, sendo lida e dando destaque a seu poder conservadorista de estabilizar formas. Na revisão bibliográfica de Voge assim se resume:

"A afirmação de que a mudança direcional raramente foi observada no registro fóssil e que a estase era o modo dominante nas linhagens evolutivas (Eldredge e Gould, 1972, Gould e Eldredge 1977, Cheetham 1987, Jackson e Cheetham, 1999) provocaram um intenso debate entre biólogos evolutivos (Gould 1980, Charlesworth et al., 1982), que ainda está em andamento (por exemplo, Lieberman e Eldredge 2014, Pennell et al., 2014a, b, Venditti e Pagel 2014) Parte do legado da teoria do equilíbrio pontuado (Eldredge e Gould, 1972; Gould e Eldredge 1977; Gould 2002) é a constatação de que as espécies estabelecidas geralmente mostram uma evolução líquida mínima ao longo do tempo no registro fóssil. Também se verificou que as diferenças entre as espécies no registro fóssil são menores do que o esperado devido à deriva genética sozinha (p. Ex., Lande 1976; Lynch 1990; Cheetham et al. 1993). O domínio da evolução lenta no registro fóssil não é diretamente derivado do que sabemos dos estudos microevolutivos: os traços quantitativos geralmente apresentam variação genética substancial (Houle 1992, 1998; Hansen et al., 2011), uma seleção forte é comum (Hereford et al. 2004), e uma quantidade considerável de evolução é freqüentemente observada em intervalos de tempo de anos a algumas décadas (Hendry e Kinnison 1999, Kinnison e Hendry 2001, Hendry et al., 2008, mas veja Merila et al., 2001). As observações contrastantes da mudança de evolução em escalas de longo e curto tempo são conhecidas como o "paradoxo da estase" (Wake et al. 1983; Hansen e Houle 2004; Futuyma 2010) e faz a história de longo prazo de A vida parece quase desacoplada do processo evolutivo que estudamos em escalas de tempo mais curtas. A afirmação de que a mudança direcional raramente foi observada no registro fóssil e que a estase era o modo dominante nas linhagens evolutivas (Eldredge e Gould, 1972, Gould e Eldredge 1977, Cheetham 1987, Jackson e Cheetham, 1999) provocaram um intenso debate entre biólogos evolutivos (Gould 1980, Charlesworth et al., 1982), que ainda está em andamento (por exemplo, Lieberman e Eldredge 2014, Pennell et al., 2014a, b, Venditti e Pagel 2014) "

 

Tabela 2

O presente estudo vai isentar a causa dessas explicações ad hoc: Que julgamos ser a própria submissão e o não questionamento ao uniformitarianismo da constância de decaimento radioativo, que nos “assegura” que como ratos presos na ratoeira, só nos resta comer o queijo e justificar porque a evolução quase parou em meio bilhão de anos (isso se considerarmos apenas os fósseis do fanerozóico, pois se formos falar de bactérias e fósseis pré-cambrianos teríamos que assumir estase morfológica em 3,5 bilhões de anos). Ou como podemos observar nesta tabela que representa apenas uma pequena amostra desta dependencia:

 

                                        Padrões Fósseis Contrastando Ausência e Presença de Evidências 

Fatos 

Evidência de ausência 

Evidência de presença 

Paradoxo da estase morfológica 

PMS

De comportamento plástico, geneticamente dinâmico até de espécies com os mesmos genótipos, que estariam em evolução durante milhões de anos, intercalados por catástrofes e intensas mudanças ambientais. 

De um mesmo ambiente em todo o planeta, sistema homogêneo, ou segregado e bastante adaptável as formas de vida, poderia gerar estase morfológica. 

Pobreza taxonômica (250 a 300 mil espécies) sobre estimativas de haver inumerável amostras fósseis. 

De especiação incluindo e sobretudo em tempo real, diversidade, o que resultaria em riqueza de diversificação fóssil e menor disparidade de padrões, pela presença de maior número de padrões morfológicos. A pobreza taxonômica revela ausência de motores evolutivos atuando, o que implica em ausência de tempo geocronológico, que caso houvesse, permitiria a evolução como fato observado, ser identificada na evolução histórica. 

O modelo de Sepultamento de populações ancestrais comuns dos quais derivariam a biodiversidade atual, exceto das morfologias extintas, se revela extremamente coerente com este padrão fóssil. 

Repetição de mesmas espécies e permanência de 4229 gêneros denominados fósseis vivos (Romer, Whitimore) 

De previsão de que as espécies mudam, se especiam, se transformam, não ignoram mudanças ambientais. 

Sepultamento de populações repetindo mesmas espécies no registro fóssil, recomendando modelo de segregação e estratificação espontânea como melhor inferência para a estratificação fóssil, bem como observações ligadas a flutuabilidade de corpos. 

Padrão de surgimento repentino de arquétipos prontos, de planos corporais e sistemas de vida prontos 

De saltacionismo ou gradualismo que deveria haver no registro fóssil, anterior ao surgimento destes arquétipos e planos morfológicos, corporais e sistemas de órgãos e células. 

De que a paleontologia se comunica com a idéia de necessidade de surgimento pronto de sistemas com complexidade irredutível.  

Em bivalves (conchas do mar) houve desaparecimento de morfologias (a nível de famílias) aumentando desde o cambriano, chega a um clímax no permiano e vai caindo a extinção lentamente até as camadas recentes, formando uma parabólica 

Nenhuma previsão para ordenar o aumento de extinção, chegando ao ponto máximo e clímax justamente no momento mais dramático da terra (permiano), para depois haver igual lenta diminuição. Ausência de previsão de que as catástrofes fossem aumentando e depois diminuindo. 

 

Um momento no planeta repleto de Catástrofes se iniciando, decantando nas camadas mais profundas, aumentando suas deposições erodidas e extinguindo e sepultando vivos cada vez mais, chegando a um clímax e depois diminuindo seus rastros sedimentares fossilizadores, diminuindo cada vez mais a extinção dos que sobreviveram cada vez que as catástrofes diminuísse suas transgressões e regressões marinhas.

Desaparecimentos coordenados nos topos de estratos . “Dinossauros e muitos outros grupos de répteis e invertebrados marinhos desaparecem do registro no topo do Mesozóico. Outros exemplos de desaparecimentos coordenados em larga escala ocorrem na parte superior do ordoviciano, perto do topo do Devoniano e do topo do Triássico.” 

De razão para tal desaparecimento. 

Segregação e estratificação espontânea (Berthaut, 2008. Maske, 2010) explica a separação de tipos sedimentos em ajuntamentos comuns e pode explicar o desaparecimento em determinadas camadas geológicas ou posições mais altas das mesmas, já que a tendência de corpos é afundar. 

A diminuição da diversidade de microfósseis nas rochas pré-cambrianas. (Schopf JW, 1992) 

De comportamento característico de bactérias de povoarem indeterminadamente quando estão sem competidores  

O processo de lixiviação e filtragem para camadas estando embaixo das sedimentares ou estando em altitudes as quais recebem menor infiltração contendo futuros microfósseis sob águas contendo sílica o suficiente para o processo de fossilização. 

 

Definições de Espécie, gênero e famílias, e MPTG

 

Durante décadas, a biologia evolutiva, diante da “plasticidade dos seres vivos” muito citada desde Spencer, 1820-1903 (Lightman & Bernard, 2016), e tão destacada sobretudo desde a imensa revisão bibliográfica feita, quando ainda jovem, por Charles Darwin, tem dificuldades para entender e definir o significado de “espécies”. Atualmente, existem mais de vinte e dois conceitos diferentes de espécies (de Queiroz, 2005). O uso de diferentes conceitos leva a comparações desencontradas na ciência que visa por sistematizar e organizar o conhecimento. Por outro lado, biólogos catastrofistas por décadas têm utilizado para espécies dinâmicas e plásticas, termos e conceitos apropriados mais abrangentes e flexíveis como “tipo” ou “grupo” para o que consideram categorias de organismos relacionados geneticamente, que, em testes de cruzamentos artificiais, gerem emparelhamento cromossômico e pelo menos o início de embrião com características paternas e maternas (Junker & Scherer, 1996). Assim, torna-se prático o agrupamento de clados em torno destes testes de compatibilidade no crossover.

Cada uma das várias categorias de espécies, subespécies e variedades que vemos hoje foram concebidas para se diversificarem de um tipo básico ancestral comum fóssil, portanto consideraremos neste trabalho, a grandeza MPTG (Morphological patterns around the taxon genus), padrões morfológicos em torno de gêneros . Esta grandeza se identifica com fósseis ancestrais, com a falseável hipótese dos tipos básicos (Marsh, 1941), já que “as novas formas tornam-se cada vez mais refinamentos das existentes formas” (Benton et al, 2007). Entre outras observações , podemos dizer que a disparidade morfológica no registro fóssil, quando comparamos táxons mais altos, é alta , e a diversidade de espécies, no registro fóssil, é baixa. Ou seja, um verdadeiro espelho de ancestrais básicos dos quais a maioria de nós (enquanto biodiversidade) descendemos. Analogamente, Muitos troncos e Arbustos com galhos grossos (disparidade), no registro fóssil versus arbustos com infinitas folhagens e raminhos na atualidade(diversidade) . Isso não anula variações morfológicas no registro fóssil , claro que elas existem dentro de um morfoespaço que abriga inclusive mesmos genotipos, e é até esperado que existam evolutivamente , pois as espécies mães possuem cada vez mais , maior pool gênico, uma vez que ainda não estavam desgastadas pelas sucessivas derivas e motores adaptacionais , stressantes e altamente empobrecedores (Mayr), nem pelo acúmulo de genes deleterios que nos lega o motor da entropia genética (Sanford, 2005, 2017; Crabtree, 2010).

Diversos exemplos de disparidade e diversidade são citados na literatura (Benedict et al, 2016). Ou seja, defendemos que MPTG ancestrais básicos em suas características de disparidades morfológicas (e baixa diversidade ) foram sepultados, em geral catastroficamente e com “morte súbita”, para se tornarem fósseis, e este modelo nos conta uma história de um período de um momento catastrófico geológico de: 1) Falta de especiação rápida ou lenta, o que, caso houvesse, enriqueceria a taxonomia fóssil, assim como temos hoje na biodiversidade atual (Benton et al, 2007; Futuyama, 2010) 2) Permanência com alto número de mesmas espécies, o que necessitaria de ambiente estável (repetição fóssil sem pressões ambientais que provocariam manifestações adaptativas e evolutivas), 3) Desastre soterrador de população viva evidenciada pelas repetições de mesmas espécies fósseis (o que descaracteriza a pontualidade, tempo longo, e substituiria a parcial sucessão faunística por por “segregação e estratificação espontânea” SEE (Minoletti, 2009, Berthaut, 1986, 1988) que explicam a presença de diversas espécies diferentes segregadas no registro fóssil, bem como não precisam apelar para "ad hoc" para explicarem árvores polistratos e milhares de anacronismos 5) Fósseis de imensos vertebrados completos (o que caracteriza desastre de grande magnitude global e altas taxas de sedimentação, sobretudo de vertebrados completos terrestres), e 6) Mudança drástica no ambiente gerando a radiação adaptativa das espécies nas camadas recentes nas milhões de espécies da biodiversidade atual diversificada por mais que mantenha semelhante numero de padrões corpóreos (Wise, 2013).

 

Muitas das espécies e suas variações, observáveis hoje, refletem os mesmos padrões morfológicos em torno do táxon gênero (MPTG), apesar de grande parte da literatura designar o táxon superior famílias como padrões morfológicos, o que resulta no fato de lermos na literatura "extinção de famílias "( o que na verdade pode ser apenas gêneros) . Sobre este problema, depois de consultar diversos especialistas e literatura solicitando dados globais sobre quantidade de especies , generos e familias em cada periodo geológico, e receber respostas lacônicas sem solução , comçamos a entender declarações como: “Atualmente, não há uma definição acordada de disparidade, muito menos qualquer consenso sobre como medir” (Wills et al, 1994), então escolhi como melhor síntese a resposta por e-mail, em 2013, encaminhada pelo paleontólogo de Harvard , orientado por Stephen Jay Gould, Dr. Kurt Wise, o qual praticamente repete (porém com maior riqueza) a mesma observação de especialistas consultados, de que as definições e organizações, devido haver inúmeros critérios, estão em falta: 

 

“The best early estimates (by Dave Raup and Jack Sepkoski in the 1980s) were based upon a family-level fossil record data (namely, Sepkoski’s family-level compilation of the marine fossil record). From the number of families that went extinct, the current intra-family species diversity was assumed to be true of the fossil families, and the necessary % species extinction was calculated that would result in that much family extinction (by computer bootstrapping, etc.). Later, after Jack Sepkoski had compiled genus-level data for the marine fossil record (2002, Bulletins of American Paleontology 363), the same sort of calculations were done with the genera that had earlier been done with families. Not only have the species-level data not yet been compiled, but many paleontologists consider that data would be unreliable (because of differences of opinion on how to define paleontological species)”.

Sendo a classificação a nível de famílias algo muito contraditório quando entendemos que família agrupam gêneros que não foram extintos, é comum lermos na literatura dados referentes a uma coisa e outra ao mesmo tempo, ou sobre percentuais ocorridos nas extinção em massa sem o número anterior de onde se retirou tais percentuais. Por mais que isso não tenha gerado tantas correções a nível de descrever extinções (interpretação) ou diminuição de fósseis na estratigrafia (fato), (Sepkoski, 1993), isso inviabiliza ou dificulta outras percepções sobretudo de relação evolutiva no estudo paleontológico. Recentemente gêneros não extintos de bivalves foram classificados como famílias (Gibson, 1996). E devido a isso, tentarmos entender MPTG como uma maneira flexível de lidar com estas imprecisões, o que pode nos ajudar na organização do entendimento geral destas dificuldades classificatórias.

 

Portanto, MPTG, é o que consideramos como as características peculiares que vão desde os dos tipos básicos matrizes fósseis , até sua descendente diversificação no presente, que ainda hoje estão, exceto famílias e “gêneros” extintos, presentes na maioria das diversas espécies e suas variações encontradas na natureza (Eldredge e Stanley, 1984). Muitas espécies viventes hoje, e suas variações, refletem padrões morfológicos semelhantes. A permanência destes mesmos padrões morfológicos fósseis, por mais que aumente o número de espécies, facilita percebermos os limites da evolução em torno de MPTG , situando e orientando as mudanças possíveis de serem registradas no registro fóssil e testadas seus parentescos na atualidade (Junker & Scherer, 1996). Também o fato desta descontinuidade estar ainda mais marcante no registro fóssil, quanto mais superiores táxons, fortalece esta idéia de descontinuidade sistemática (Carroll, R. L. ,1992).

 

A tese dos tipos básicos matrizes ou ancestrais (Marsh, 1941), tem sido apoiada pelo fato de o registro fóssil apresentar baixa variabilidade (estase morfológica) e baixa radiação especiativa entre as espécies fósseis (Zimmerman, 1960; Martens, 1997; Albrecht e Wilke, 2008; Alisson, 2013), independente da suas respectivas plasticidades ou maleabilidades fenotípicas ou genotípicas (Ghalambor et al., 2015). Além disso, outros fatores que corroboram a tese dos tipos básicos ancestrais são os mais de 4229 gêneros bem documentados de “fósseis vivos” que são chamados assim por terem sofrido poucas mudanças ao longo do tempo, logo, mantendo-se semelhantes às encontradas no registro fóssil (Romer, 1966; Whitmore, 2013a; Whitmore, 2013b). Provavelmente refletindo idéias de sua época, Darwin chegou a citar essa dedução corrente ao escrever:

 

"Não há uma verdadeira grandeza nesta forma de considerar a vida, com os seus poderes diversos atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só? Ora, enquanto que o nosso planeta, obedecendo à lei fixa da gravitação, continua a girar na sua órbita, uma quantidade infinita de belas e admiráveis formas, saídas de um começo tão simples, não têm cessado de se desenvolver e desenvolvem-se ainda!... O venerável e reverendo W. Herbert, mais tarde deão de Manchester, escrevia em 1822, no 4., volume das Horticultural Transactions, e na sua obra as Amaryllidacées (1837, p. 19, 339), que ‘as experiências de horticultura têm estabelecido, sem refutação possível, que as espécies botânicas não são mais que uma classe superior de variedades mais permanentes’. Aplica a mesma opinião aos animais e vê que as espécies únicas de cada gênero foram criadas num estado primitivo muito plástico, e que estes tipos produziram ulteriormente, principalmente pelo cruzamento e também por variação, todas as nossas espécies existentes. Na Nouvelle Flore de l’Amérique Du Nord (1836, p. 6), Rafinesque exprimia-se assim: ‘Todas as espécies podiam ser outrora variedades, e muitas variedades tornaram-se gradualmente espécies, adquirindo caracteres permanentes e particulares’; e um pouco mais adiante (pág. 18) acrescenta: ‘excetuando os tipos primitivos ou ancestrais do gênero’”(Darwin, 1866, capítulo 9, pp.25-26, 577, ênfase nossa).

 

Quando falamos de estase morfológica no registro fóssil, nos referimos às camadas sedimentares compreendidas entre o ediacara/cambriano até próximo das camadas do período Pleistoceno, ou camadas superficiais, como demonstra diversas publicações baseadas na teoria do equilíbrio pontuado (pontualismo) proposta pelos paleontólogos Niles Eldredge e Stephen Gould (Levinton e Chris, 1980; Woodruff, 1980; Williamson, 1981; Eldredge, 1986; Van Bocxlaer e Hunt, 2013). E não nas camadas atuais onde a variação irradia em multiformes variações e ocorre fossilização também.

 

Os padrões morfológicos ligados ao táxon gênero MPTG, podem ser observados no registro fóssil surgindo repentinamente em todas as camadas sedimentares, com expressivo aparecimento no cambriano e surgimentos abruptos sem nenhum gradualismo em toda coluna geológica, mas uma repetição surpreendente. Essa constatação tem sido divulgada há décadas pelos adeptos do pontualismo que ainda admitem a estase morfológica e a radiação florescendo em especiações somente nas camadas geológicas mais atuais (Levinton e Chris, 1980; Woodruff, 1980; Williamson, 1981; Eldredge, 1986; Van Bocxlaer e Hunt, 2013). Estudo evolutivo recente corrobora tal afirmação ao dizer que :

 

"A visão dominante da evolução baseada no registro fóssil é que as espécies estabelecidas permanecem mais ou menos inalteradas durante sua existência. Por outro lado, a evolução substancial é rotineiramente relatada em populações contemporâneas, e a maioria dos traços quantitativos mostra um alto potencial de evolução. Essas observações contrastantes em escalas de tempo longo e curto são muitas vezes referidas como o paradoxo da estase, que se baseia na suposição fundamental de que os períodos de estase morfológica no registro fóssil representam uma mudança evolutiva mínima." (Voje, 2016).

Assim, o presente artigo tem como objeto de estudo esses fatos observados e bem documentados: surgimento repentino fóssil, estase morfológica, repetição de mesmas espécies fósseis em contraste com a explosão de radiação adaptativa revelando todo potencial de plasticidade e maleabilidade dos fenótipos e genótipos dos seres vivos que deveriam estar presente no registro fóssil caso a história evolutiva tivesse ocorrido ali, pois “a diversidade morfológica diminui juntamente com a diversidade taxonômica. Este padrão sugere heterogeneidades como a extinção elevada e / ou a origem reduzida em certas regiões do morfoespaço” (Foote, 1993).

 

As especiações e variações que, como vimos, carregam os MPTG podem ser observadas ocorrendo em tempo real e histórico-arqueológico, mas estão ausentes na mesma proporção, no registro fóssil. Isto se torna relevante na medida em que percebemos o sucesso reprodutivo das variações e sua permanência ao longo do tempo, pois a variação em torno de gênero não exige grandes bio-transformações, mas deve ocorrer de qualquer forma, em torno do gênero (MPTG) nas amostras fósseis. Hoje, surpreendentemente, segundo o paleontólogo especialista em estatísticas fósseis Dr. Kurt Wise, tecnicamente, o número de planos corporais no registro fóssil não excede o número de planos corporais hoje (Wise KP. 1989), e segundo esta afirmação, temos quase o mesmo número de padrões corporais entre os 250-300.000 fósseis catalogados, comparados aos 2 milhões de espécies vivas hoje já catalogadas, com estimativas de 8,7 milhões e estimativas que vão até 100 milhões de espécies hoje) e as ínfimas 300 mil espécies fósseis do cambriano/edicara ao pleistosceno. (Woodmorappe, 2000; Sadava et al., 2009; Mora et al., 2011; Catalogue of Life, 2016). Quando comparados os padrões morfológicos, esperar-se-ia que tivéssemos um número bem maior de PMTG no registro fóssil se este espelhasse uma amostra da biodiversidade ocorrida em 544 milhões de anos correspondentes ao Fanerozóico. Portanto, o fato do número de espécies atuais, na casa dos milhões, não conseguir transpor o número de padrões corporais presente no registro fóssil, sugere evolução delimitada a padrões morfológicos ou tipos básicos ancestrais (baraminologia) ou MPTG.

 

Especiação em Tempo Real

 

A surpresa de muitos diante da especiação rápida e mudanças significativas morfológicas em apenas uma geração, refletia a falta de previsão da teoria do que se esperaria em termos de tempo.

Entendemos a especiação em tempo real como um fenômeno em que duas ou mais populações de uma mesma espécie, se modificam em novos arranjos de informação genética pré-existente, tendo como causa a separação por barreiras geográficas e mortandades, porém em um tempo hábil para que seja possível a observação de todo o processo do início ao fim. (Furness et al 2015). Experiências empíricas promovendo especiação em tempo real , tem sido testadas com sucesso e colocando em xeque cada vez mais o PMS, (Ghalambor et al, 2015), o que demonstra o que “nenhum organismo ignora seu ambiente” (Ezard et e al, 2016).

 

Podemos ainda classificar o processo de especiação de duas formas: em tempo real ou em tempo histórico-arqueológico. A especiação em tempo real é aquela em que ocorre bio-modificações limitadas ao tipo básico, equivalentes ao surgimento rápido de uma nova “espécie”, observada ̶ por experimentação ou observação não-controlada ̶ em até 50 anos. A especiação em tempo histórico, por sua vez, diz respeito às bio-modificações equivalentes a uma nova “espécie” acima de 50 anos que podem ou não ser observadas devido o tempo de vida do observador ou projeto de pesquisa. Nesses casos, há 50% de chance de observação e os outros 50% restantes dependem do uso da dedução, por exemplo, a partir de análise cromossômica e cálculos de taxas de radiação (Trivedi, 2000).

 

 

O papel da deriva genética no processo de especiação

 

Existem diversos mecanismos envolvidos no processo de especiação (epigenética, deriva genética, seleção natural, influências ambientais e geomagnéticas no crossover (Gorelick, 2005), etc). Devido à especiação estar intimamente relacionada à deriva genética e a conseqüente perda de pool gênico de uma população anterior, estudos do modelo de muitos ancestrais básicos (SRABUC) que apostam na especiação em tempo real, se tornam fundamentais para explicar as evidências atuais de limites à adaptação nos diferentes organismos vivos (Bell, 2013).

 

A deriva genética é um mecanismo que modifica aleatoriamente e de forma repentina – devido a catástrofes ou a isolamentos diversos, por exemplo, − as frequências alélicas de uma população (Ridley, 2006; Freeman e Herron, 2009). Por outro lado, acredita-se que a seleção natural é direcionada, isto é, elimina muitas mutações deletérias, mutações necessárias se perdem juntas, ignora as mutações neutras e deletérias (principalmente as que se manifestam após período reprodutivo) seleciona os traços sobreviventes e/ou vantajosos pré-existentes ou que comunicaram em face de resposta epigenética ao meio (Sanford, 2014). Porém, como afirmou a bióloga americana Lynn Margulis, “a seleção natural elimina, e talvez mantenha, mas ela não cria” (Teresi, 2011, p. 68). Ademais, devido o fato da deriva genética não fazer distinção entre genes bons e ruins, e a seleção natural falhar também em seu filtro, isso resulta em perda de variação genética (Lacy, 1987), deixando as espécies geneticamente mais pobres e “cada vez mais próximas da extinção”. Em outras palavras, a deriva decepa e empobrece a população de seu “pool gênico” e a seleção natural ajeita mais ou menos o que restou.

Nesta frase farei uma modificação, pra que fique mais técnico.Sabe-se que o efeito da deriva é inversamente proporcional ao tamanho da população, podendo aparecer em diferentes momentos da história das espécies e da própria humanidade. Nesse sentido, é possível que a deriva tenha tido um papel fundamental e sobrepujante ao da seleção natural no que diz respeito ao processo de especiação rápida após uma grande catástrofe.

 

O processo de especiação após Catástrofes

Grandes catástrofes mundiais são as formadoras da maioria das camadas sedimentares presentes no globo, que estão associadas a imensas inundações e destruições em todo globo (Souza Jr, 2008). As conseqüências da mortalidade em massa gerada, stress endogâmico nas espécies sobreviventes e isolamentos geográficos, deram, alem de outros fatores, condições muito favoráveis para uma rápida especiação (Wilmer et al., 2011). O modelo SRABVSURC defende o sepultamento da biodiversidade de todo planeta por estratificação espontânea nas transgressões e regressões marinhas (Berthault, 1986; Berthault, 1988; Brand e Tang, 1991;Snelling, 1997; Berthault, 1998; Chadwick e Spencer, 2006; Berthault, 2013), seguido de especiações rápidas pelos motores evolutivos adaptacionais que diversificariam os padrões de ancestrais prontos sepultados em um catastrofismo inédito (SRABURC- Standard of Ready Ancestors Buried in Unprecedented Catastrophism ).

 

O modelo SRABVSURC de história curta da formação das camadas sedimentares prevê um momento em que os poucos seres humanos e animais sobreviventes e isolados por essas catástrofes associadas (de energia e magnitude global) teriam recomeçado a repovoar a terra, e sucessivas derivas e stress endogâmicos de cruzamentos consangüíneos haveriam de ocorrer, exatamente como percebemos em espécies de Denisovans (Prüfer et al., 2013) e nas fundações de etnias de biotipos semelhantes entre si habitando em cima de fósseis de halogrupos dessemelhantes como, por exemplo, mongolóides nas Américas em cima de fósseis dessemelhantes negróides em Lagoa Santa-MG, São Paulo e México. Fato observado também na China de mongolóides habitando em cima de fósseis caucasianos e negroides (Ke, Y, 2001) tanto nas etnias humanas quanto em milhares de outros seres vivos semelhantes entre si isolados de seus parentes.

 

...” negróides e australóides, voltando a levantar uma grande polêmica que coloca em questão os modelos de povoamento pré-histórico da América. Reforçando a possibilidade de ser a população de Lagoa Santa, como outras populações americanas de mais de 7 mil anos, proveniente de migração muito antiga de grupos não mongolizados, estes novos achados trouxeram de volta e com força para o cenário científico, uma polêmica de 160 anos.”( Mendonça de Souza, 2006)

Nesse contexto, a especiação em tempo real legitima o modelo de um “salto evolutivo” recente, com dois picos bio-diferenciadores relacionados aos episódios do inicio da entropia genética humana (Fu et al., 2013) depois das catástrofes associadas que empobreceriam o pool gênico dos seres vivos e dariam aos sobreviventes, em virtude da migração e do isolamento geográfico, o legado de efeito fundador – situação frequente na especiação peripátrica− em um planeta com um ecossistema totalmente reconfigurado onde o motor epigenético atuaria para corresponder as necessidades do novo ambiente (Ridley, 2006; Eakin, 2014; Weyrich et al., 2016).

 

A especiação peripátrica é um mecanismo pelo qual podemos explicar o enorme aumento da diversificação pós-catástrofes. É um tipo de especiação pelo qual as espécies novas são formadas em populações periféricas isoladas (Ridley, 2006). Na especiação peripátrica, populações drasticamente reduzidas fazem com que a especiação completa seja o resultado mais provável do isolamento geográfico, porque a deriva genética age mais rapidamente em populações pequenas. Deriva genética somada a fortes pressões seletivas, causariam uma rápida mudança genética na pequena população descendente (Wilmer et al., 2011).

Observações atuais podem servir de exemplo para compreendermos melhor os casos de especiação peripátrica. Estudo recente afirma que “uma análise de mais de 2.000 espécies de pássaros fornece uma visão sobre como evoluíram as diversas formas de bico dos animais e aponta para um único evento raro como um gatilho para a rápida divergência inicial das linhagens aviárias.” (Bhullar, 2017).

 

Toda essa sucessão de fatos pode ser vislumbrada por meio de um cenário onde a maioria dos organismos destruídos por essas grandes catástrofes associadas e consequentes, deixaria pequenas populações de sobreviventes (Wilmer et al., 2011). Segundo matéria publicada pela Folha de São Paulo a respeito deste achado, “o que pareceu fascinar mais outros biólogos, porém, é a grande velocidade com que o fenômeno do deslocamento de caráter ocorreu. ‘Eu acreditava que fosse demorar muito mais’, comentou na ‘Science’ o biólogo David Pfening, da Universidade da Carolina do Norte. A redução média de 5% no tamanho de bico, considerada drástica pelos biólogos, ocorreu no intervalo de cerca de um ano, praticamente de uma geração para a outra.” (Folha de S. Paulo, 2006).

 

A surpresa dos biólogos evolutivos com a descoberta desse novo fenômeno (Grant, 2017) se dá devido à falta de entendimento de outros motores coadjuvantes, que atuam nessas bio-modificações limitadas ao tipo básico, tais como epigenética e aspectos energéticos e de temperatura atuando no crossover (Fondon e Garner, 2004; Eakin, 2014). Para a Dra. Jean K. Lightner,45 parece haver três fontes para as variações associadas a radiação adaptativa: 1) hibridização, 2) mutação e 3) triagem ambiental de alelos ancestrais (por mecanismos de seleção natural e deriva meiótica) (Lightner, 2016).

 

Estas observações, se não encarecem a dívida dos elos perdidos na paleontologia pontualista, aumenta muito a dívida de variabilização taxonômica fóssil para o modelo histórico geológico que assume pelo menos cinco grandes catástrofes separadas por milhões de anos na história da terra.O curioso é que as pesquisas ligadas a especiação em tempo real tanto confirmam as observações de Darwin no âmbito da biologia funcional (equilíbrio pontuado) quanto destrói por completo os postulados evolutivos em termos de períodos geológicos (gradualismo filético), e é perfeitamente comunicável a modelos catastrofistas que aposta numa especiação rápida impulsionada pelo efeito das bio-modificações limitadas ao tipo básico.

 

 

Baraminologia e o estudo dos “tipos básicos”

O aparecimento repentino e pronto de formas de vida e de sistemas irredutivelmente complexos (Lonning, 2005), além do número tecnicamente igual (Wise, 1989) de padrões morfológicos quando comparamos taxonomia fóssil de 250-300 mil espécies com estimativas de 9 a 100 milhões atuais, sugere a idéia de um fenômeno de tipos básicos ancestrais surgidos prontos e a permanência numérica de padrões corporais de uma evolução limitada em torno deles (MPTG). Há uma comunicação muito fluente entre o darwinismo biológico e o modelo SRABVSURCbiológico, onde muitos se valem de descobertas evolutivas, como especiação em tempo real, para se aproximar mais da historicidade de curto período de tempo, e utilizando a radiação recente como justificativa para toda a biodiversidade. A teoria da evolução sintética, mais especificamente atuando no âmbito biológico, que ensina a diferenciação das espécies, neste contexto, tem baixa discórdia entre as classes mais avançadas de SRABUC, sobretudo nos cientistas do movimento de “Baraminologia” (Marsh, 1941; Wise, 1992; Robinson e Cavanaugh, 1998; Frair, 2000; Jerlström, 2000; Wood e Cavanaugh, 2001; Cavanaugh e Wood, 2002; Wood, 2010; Aaron, 2014). Suas discordâncias se concentram mais no âmbito da história geo-paleontológica compreendida entre o cambriano/edicara e pleistoceno e/ou camadas superficiais.

 

Desde 1941, o modelo SRABVSURC é contrário a ideia de que especiação é sinônimo de “evolução” por meio de estudos relacionados às especiações no campo da Baraminologia (Marsh, 1941; Wise, 1992; Robinson e Cavanaugh, 1998; Frair, 2000; Jerlström, 2000; Wood e Cavanaugh, 2001; Cavanaugh e Wood, 2002; Wood, 2010; Aaron, 2014). O biólogo norte-americano Dr. Frank L. Marsh, um dos fundadores da Creation Research Society foi quem cunhou a palavra "baramin". (Marsh, 1941; Frair, 2000) Ela foi derivada da combinação de duas palavras hebraicas − bara (criado) e min (tipo) – referindo-se a tipos básicos criados (espécies, em versões bíblicas em português) (Frair, 2000).

 

Em 1990, o paleontólogo catastrofista Kurt Wise observou a necessidade de uma biossistemática SRABVSURC− um método de estudo, nomeação, e classificação de baramin (Wise, 1990; Frair, 2000) ou ancestrais de MPTG como defendemos aqui. O campo científico foi oficialmente denominado como “baraminologia”, que de forma simplista significa o estudo dos baramins ou dos tipos básicos ancestrais. Segundo os pesquisadores Reinhard Junker e Siegfried Scherer,“tipos básicos é uma unidade de classificação, um taxon, resultado do trabalho da descontinuidade sistemática como é observado na natureza” (1996, p.34; Wood et al., 2003). Dito de forma simples, tipos básicos criados variabilizaram ao longo do tempo até chegarem ao que conhecemos hoje como subespécies.

 

Existem algumas regras falseáveis para se considerar um grupo de espécies como pertencentes a um tipo básico ancestral comum. O Dr. Junker e o Dr. Siegrifield Scherer destacam na 6ª edição alemã do livro Evolução, um livro texto crítico:

 

“todos os indivíduos que estão unidos direta ou indiretamente por cruzamentos são considerados pertencentes a um tipo básico (nível genético). E todas as espécies biológicas que se se assemelham claramente umas as outras pertencem a um gênero (nível morfológico). E todas as espécies biológicas que em princípio podem cruzar entre si pertencem a um tipo básico (nível morfo-genético)”... “dois indivíduos pertencem ao mesmo tipo básico quando a embriogênese de um híbrido vai além da fase maternal do desenvolvimento e contem uma expressão coordenada e genes morfogenéticos paternos e maternos” (Junker e Scherer, 1996, p.34). 

 

Além disso, os baraminologistas usam uma série de critérios metodológicos de adesão para determinar os limites dos grupos baramins (Robinson, 1997; Wood, 2001; Wood, 2002; Wood, 2005; Cavanaugh e Sternberg, 2004). De modo geral, os métodos mostram espacialmente graus de similaridade e de dissimilaridade entre grupos, e podem revelar informações taxonômicas úteis, distinguindo cada vez mais os fatores que dão probabilidade ou não de parentesco, aumentando assim sua contribuição em biologia aplicada a técnicas de melhoramento genético e estudo do comportamento evolutivo das populações.

A baraminologia, também conhecida como sistemática de descontinuidade, está rapidamente se tornando uma das áreas mais ativas de pesquisa SRABVSURC (Scherer, 1993), e algumas de suas metodologias têm sido aplicadas e testadas até mesmo por pesquisadores ligados ao modelo gradualista geológico de ancestralidade totalmente comum com destaques em periódicos com peer-review (Senter, 2010; Wood, 2011). Como já vimos, sua principal finalidade é determinar quais organismos compartilham um ancestral comum (Frair, 2000). A ideia básica defendida neste campo de pesquisa é a de que há limites nas possibilidades de cruzamento que não podem ser atravessados. Nesse contexto, baraminologistas objetivam encontrar as "descontinuidades" na história de vida, ou os limites da ancestralidade comum (Remine, 1993).

 

Esse campo de pesquisa ganha ainda mais estímulo frente às evidências atuais mostrando que “especialistas” têm erroneamente classificado algumas espécies dentro de um dado gênero por conta do “desejo” em descobrir o ancestral comum universal (Lopes, 2015). Paleontólogos afirmam que um terço das “espécies” reconhecidas como sendo de dinossauros talvez nem mesmo tenha existido (Horner e Goodwin, 2009). Para eles, essas “espécies” podem não ser espécies separadas, mas estágios juvenis ou subadultos, em desenvolvimento, identificados erroneamente como exemplares de outras espécies. Em artigo publicado na revista Science, por exemplo, Schwartz e Tattersall afirmam que esse milagre da multiplicação da nomenclatura das espécies foi longe demais (Schwartz e Tattersall, 2015).

 

Vale lembrar que, embora a Baraminologia tenha alcançado resultados promissores, suas conclusões não são definitivas (Wilson, 2010). Por ser um campo recente, mais pesquisas são necessárias e seus métodos e técnicas recém-elaborados devem ser mais bem examinados a fim de legitimar ou não a sua função e utilidade na caixa de ferramentas da ciência.

 

Entropia genética na especiação

E o que dizer dos custos causados quando realmente ocorre a especiação? Outro grande dificultador para o modelo gradualista é que ele é neutro em relação à melhora ou piora do processo de especiação, embora assuma que a deriva genética cause perdas de variação genética em populações pequenas. O modelo de muitos ancestrais básicos sepultados num catastrofismo recente (SRABUC), por sua vez, munido da proposta da entropia genética, defende que a especiação resulta na perda de informação genética e na consequente degeneração do genoma devido às adaptações como recursos evasivos, perigosos, desgastantes para as populações (Ariza, 2007; Sanford, 2014; Crabtree, 2013a; Crabtree, 2013b). Outras evidências corroboram o modelo SRABVSURCno sentido de sugerir que essa perda de informação genética devido a mutações deletérias em humanos tenha se dado recentemente, entre 5.000 a 10.000 anos atrás (Fu, 2013).

 

A entropia na informação genética é cada vez mais evidente em tudo que se observa: na deriva genética, na seleção/eliminação, nas mutações, nas complexidades imunológicas desgastantes, entre outros mecanismos. Em humanos, por exemplo, as estimativas atuais é a de que ocorram entre 100-200 novas mutações por indivíduo a cada geração (Nachman e Crowell, 2000; Dolgin, 2009; Lynch, 2010). Destas, os dados variam entre 1-15% de mutações deletérias que causariam a perda direta de informação genética em humanos a cada geração (Nachman e Crowell, 2000; Lynch, 2010; Eyre-Walker e Keightley, 1999;Shabalina et AL., 2001; Keightley, 2012).

 

Em relação ao fitness, um estudo publicado em 1997 estimou entre 1-2% a taxa de perda da aptidão humana, ou seja, um custo genético alto que faz com que a humanidade se degenere a cada geração devido o esgotamento dos recursos adaptativos utilizados para manter sua variedade genética (Crow, 1997). Em 2010, por sua vez, outro estudo estimou que a aptidão humana está em declínio em 3-5% por geração (Lynch, 2010). Também, outro estudo simulando numericamente o acúmulo de mutações deletérias, demonstra além de a maior parte das mutações estarem a esquerda, (-0.001), ou seja, tendência de serem deletérias, “mutações ruins”), elas também estão acumulando, em uma zona chamada de “Zona de Não-Seleção”, por serem “quase-neutras” essas mutações vem se acumulando ao longo das gerações causando dezenas de “erros ortográficos” no genoma populacional. (Sanford et al 2008)

Figura 2 - Distribuição simulada do acúmulo e frequência de mutações deletérias ao longo de gerações e seus efeitos na aptidão populacional.

 

Gráfico em vermelho mostra distribuição natural de mutações onde não ocorre seleção. As colunas em verde, mostram as mutações atuais que estão se acumulando, ou seja, dominantes. Outras colunas são mutações menores, recessivas que vem se acumulando à medida que chegam a zona quase neutra, próxima à 0.0.

 

Sucessivas Derivas Empobrecedoras

 

O zoólogo holandês Duyvene de Wit descreveu perfeitamente esse processo de empobrecimento genético ao afirmar que: 

 

 

“quando uma população marginal abre caminho para um novo habitat, ela não pode levar consigo todos os genes da população materna, mas sim apenas parte deles. Cada nova raça ou espécie que se origina de outra possui, portanto, um pool gênico mais pobre. Conseqüentemente, a perda de substância do ‘pool’ gênico é o preço que cada raça ou espécie tem de pagar pelo privilégio de existir. Se o processo de especiação ocorrer repetidas vezes consecutivamente, surgirão por fim, espécies cujos ‘pools’ gênicos estão tão completamente esgotados que bastam alterações insignificantes nas condições ambientais para que elas venham a se extinguir. Esforços para se adaptar a modificações ambientais como resultado de possibilidades insuficientes de recombinação levam, por fim, a um estado genético mínimo. Se este limite mínimo for ultrapassado, não haverá mais possibilidade de sobrevivência. Por essa razão, o destino trágico e irrevogável das espécies ou raças especializadas, extremamente adaptadas, é a morte genética” (Kahle, 1999, p.87; Junker e Scherer, 1996).

 

 

Portanto, a proposta SRABVSURC é razoável e se torna cada vez mais corroborada pelos dados científicos ao afirmar que os seres vivos do passado eram mais flexíveis evolutivamente , tinham maior fitness adaptativo, eram saudáveis e sem acúmulo de carga negativa de mutações deletérias  e não eram  aptos em relação aos problemas de hoje, eram sem os defeitos oriundos das adaptações forçadas e das pressões seletivas distintas a fim de que viessem a subsistir. Vale lembrar que sub-especiações, quanto mais verificáveis em tempo real, mais provam a bio-modificação em curto período de tempo, tal como prevê o presente modelo neocatastrofista de impactos de asteroides.

 

 

 

 

Registro fóssil e a ausência de diversificação de espécies

 

Especiação proporcional ao comportamento biodiferenciador observado está ausente pelo fato de existir apenas cerca de 250-300.000 tipos fósseis se repetindo dentre as estimativas de trilhões ou inumeráveis amostras, em todos os estratos geológicos até o pleistosceno (Woodmorappe, 2000; Sadava et al., 2009; Loceye Lennon, 2016). Este fato indica a ausência de sequências durante o processo de especiação quando contrastada com as estimativas de 8,7 milhões de espécies vivas atualmente (Mora et al., 2011). Este salto indica uma catástrofe no meio , assim como temos a obviedade de inicio de camadas sedimentares trazendo rica informação fóssil no ediacara/cambriano e todo o diferencial das camadas do fanerozoico com as pré-cambrianas, tudo nos fala de uma gigantesca catástrofe que iniciou sua deposição ali .

 

Em outras palavras, a ausência de “diversidade” no registro fóssil revela que as diferenciações ocorrem mais no presente (milhões de espécies) do que em toda coluna geológica (com apenas 3 centenas de milhares). Este episódio indica um tempo em que os seres vivos não precisavam se sub-especiar (bio-modificar) e se adaptar com frequência pra sobreviver, porque viviam em um ambiente mais propício para a vida, estável, assim como a PMS requer.

 

Evidências recentes apontam que o início da diversificação de alguns gêneros de plantas consideradas “fósseis vivos”, por exemplo, ocorreu ao mesmo tempo ao redor do mundo e em um período muito mais recente do que se supunha, revelando conflitos na proposta gradualista das espécies (Nagalingum et al., 2011). Ademais, foi relatado que essa rápida diversificação teve como causa uma grande mudança climática. Outro exemplo semelhante vem de Ernest Mayr :

 

 

 

“In evolutionary biology we have species like horseshoe crabs. The horseshoe crab goes back in the fossil record over two hundred million years without any major changes. So obviously they have a very invariant genome type, right? Wrong, they don't. Study the genotype of a series of horseshoe crabs and you'll find there's a great deal of genetic variation. How come, in spite of all this genetic variation, they haven't changed at all in over two hundred million years while other members of their ecosystem in which they were living two hundred million years ago are either extinct or have developed into something totally different? Why did the horseshoe crabs not change? That's the kind of question that completely stumps us at the present time.”

 

 

Aliás, são vários os motores adaptacionais e modificacionais integrados reconhecidos atualmente. O fato de eles existirem nos seres vivos, nos permite sugerir que as bio-modificações nunca deixaram de existir, nunca e em hipótese alguma não podemos dizer que evolução e flexibilidade nos seres vivos  é fato somente hoje.

 

Outro padrão do registro fóssil parece sugerir mais o movimento de segregação e estratificação espontânea que (Dilly et al, 2015: Berthaut, 1986, 1988, 2002, 2004, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014; Lalomov, 2007, 2013; Julien, P.Y, 1993), reproduzem em laboratório . Um deles é o desaparecimento coordenados: “Desaparecimentos coordenados . Um grande número de espécies fósseis podem desaparecer do registro geológico em um nível estratigráfico específico (ver Figura 3). O desaparecimento nunca está completo, mas existem vários exemplos em que as estimativas indicam que mais de 50% das espécies desaparecem no mesmo nível estratigráfico. 6Os limites entre níveis estratigráficos são frequentemente identificados com base em desaparecimentos coordenados. O maior exemplo disso é o desaparecimento de quase metade das famílias (ver Figura 3) e cerca de 95% de todas as espécies no topo do Paleozoico. Dinossauros e muitos outros grupos de répteis e invertebrados marinhos desaparecem do registro no topo do Mesozóico. Outros exemplos de desaparecimentos coordenados em larga escala ocorrem na parte superior do ordoviciano, perto do topo do Devoniano e do topo do Triássico. O desaparecimento coordenado é um padrão de subtração. Não foram relatadas tendências sustentadas neste padrão”.(Gibson, 1996)

 

 

Figura 3 - Padrão estratigráfico do número de famílias de invertebrados marinhos representados pelos fósseis em cada nível estratigráfico. (Após Sepkoski 1993, ver Nota 6.)

 

 

Nível Estratigráfico: V = Vendian; Cm = Cambriano; O = ordovicêutico; S = Siluriano; D = Devoniano; C = Carbonífero; P = Permiano; Tr = Triássico; J = Jurássico; K = Cretáceo; T = Terciário. Pontos marcados como 1-5 representam as cinco maiores "extinções em massa"

 

 

 

A segregação estratigráfica espontânea de corpos e sedimentos comuns, explica uma certa alternância entre presença de muitos fósseis de uma categoria seguido de falta dela (o que é interpretado como extinção em massa) .

 

O PMS gera muita necessidade de deduções e modelos modelos matemáticos, simulações macroevolutivas em computadores, entre inumeráveis justificativas, que como esforços , como se referiu o Dr Tamborini em relação a paleontologia idiográfica, "são científicos em um sentido puramente descritivo, mas são completamente inúteis para investigações biológicas. Finalmente” (Tamborini, 2015).

 

Alegações que em 90% dos 544 milhões de anos totais do Fanerozóico, as bio-modificações se estagnaram, repetindo na coluna geológica as mesmas espécies, e só recentemente nas camadas mais atuais (superiores) é que houve biodiversificação em larga escala (radiação) (Gould, 1981) dão um exemplo de descrições científicas terem maior peso do que os dados em si. Além destas justificativas em relação a PMS, temos gigantesca lista de ad hocs justificadores de claros anacronismos geocronológicos como por exemplo, tecidos moles e suposta inesperada preservação de proteínas de animais fossilizados, datados entre 60-120 Ma; onde os autores em vez de questionarem as intocáveis datações absolutas, resolvem buscar formas de justificar incriveis preservações de frágeis proteínas, outro exemplo vem da propria radiometria datacional , com a presença inesperada de carbono 14 datável em diamantes “incontamináveis” de 300 Ma (Baumgardner, 2005);, e quase uma centena de perspectivas e métodos datacionais , que são esquecidos, pela preferência daquilo que combina com o tempo do paradigma geocronológico vigente. Ver TABELA 2.

 

Figura 4 - Fluxo das interpretações geocronológicas quanto ao PMS, tecidos moles, carbono 14 , onde a geocronologia assumida obriga pesquisadores a fabricarem justificativas ad hoc a direita do que interpretarem o fato em si .

 

 

Calcula-se que C14 numa amostra tenha desaparecido totalmente após 100-250 mil anos , já que sua meia vida é de apenas 5730 anos , fato que leva muitos ao dogma de que não se testa coisas supostamente de Ma com C14. No entanto, desafiando esta convenção, foram feitos milhares de testes da equipe do geofísico Dr John Baumgardner no çlaboratorio de Los Álamos, Texas, os quais demonstraram que rochas de 300-500 milhões de anos continham quantificações de teor datável de C14; diante de ad hocs justificando tal anomalia , os críticos recorreram a contaminação, então eles testaram até mesmo em diamantes “incontamináveis” ( a possibilidade de contaminação em diamantes chega a ser desprezível) dando semelhantes resultados e confrontando a geocronologia convencional. (Baumgardner, 2005)

 

Dr. Tom Kemp, curador das coleções zoológicas do Museu de História Natural da Universidade de Oxford, por exemplo, fez a seguinte admissão: “como é agora bem conhecido, a maioria das espécies fósseis aparecem instantaneamente no registro fóssil, persistem por alguns milhões de anos praticamente inalterados, e apenas desaparecem abruptamente” (Kemp, 1985, p. 67).

Darwin sugeriu que os seres vivos surgiam por evolução gradativa, e esperava que um dia o registro fóssil confirmasse sua predição, porém não foi o que ocorreu: Darwin estava errado. Dia após dia, os inúmeros fósseis escavados por todo o mundo têm refutado a hipótese de mudança gradual em camadas sobrepostas supostamente cronológicas. Ao contrário do que Darwin esperava, os dados recentes revelam padrões de aparecimento súbito (explosões) seguido por longos períodos de pouca mudança.

 

O famoso paleontólogo evolucionista Niles Eldredge admitiu na revista New Scientist que:

"os paleontólogos desde Darwin têm feito buscas (em grande parte em vão) de sequências de séries graduadas de fósseis que se destacam como exemplos do tipo de transformação global de espécies que Darwin imaginou como o produto natural do processo evolutivo. Poucos viram qualquer razão para duvidar − embora seja um fato surpreendente que [...] a maioria das espécies permanecem reconhecidamente as mesmas, praticamente inalteradas ao longo de sua ocorrência em estratos geológicos de várias idades" (Eldredge, 1986, p.55).

 

A ausência de fósseis intermediários é demasiado óbvia para os evolucionistas encobrirem por mais tempo. O biólogo evolutivo Dr. David Woodruff da Universidade da Califórnia expressou na revista Science o desapontamento de evolucionistas relativo à ausência no registro fóssil de formas transicionais: "as espécies fósseis permanecem inalteradas durante a maior parte de sua história e o registro não consegue conter um único exemplo de uma transição significativa." (Woodruff, 1980, p.716).

 

Portanto, diante de tantas admissões, finalmente concordamos com a bióloga evolucionista Lynn Margulis quando diz que:

“não há nenhum gradualismo no registro fóssil. [...] O ‘equilíbrio pontuado’ foi inventado para descrever a descontinuidade no surgimento de novas espécies. [...] Os críticos, [incluindo os críticos SRABUCS], estão certos nas críticas que fazem. [...] Os biólogos evolucionistas acreditam que o padrão evolucionário é uma árvore. Não é!” (Teresi, 2011).

Exemplos de especiação rápida

Existem diversos relatos de surgimento de novas “espécies” em períodos que variam de dezenas há milhares de anos. Segundo essas informações, a especiação é um fenômeno que não necessita de milhões de anos para acontecer. O biólogo norte-americano Dr. James Gibson, Diretor do Instituto de Pesquisa em Geociência (GRI, na sigla em inglês), instituição afiliada à Universidade de Andrews (EUA), mantida pela IASD, descreveu um exemplo de especiação em tempo real: “uma nova espécie de copépode [crustáceos] formou-se no Mar Salton no sul da Califórnia em menos de 30 anos.” (Johnson, 1953; Gibson, 2002).

 

Estudos diversos têm relatado que apenas entre 10 a 36 anos as populações diferentes de lagartos sofreram alterações morfológicas significativas o suficiente para serem consideradas novas “espécies” (Morrell, 1997;Herrel et al., 2008). Outros exemplos conhecidos de especiação em tempo real incluem bactérias (Shikano et al., 1990), moscas (Huey et al., 2000), tentilhões (Grant e Grant, 2006), rãs (Hoskin et al., 2005), escaravelhos (Halliburton e Gall, 1981) e plantas (Groves e Groves, 1880; Foucaud, 1897; Marchant, 1963).

 

Dr. Gibson forneceu ainda exemplos de especiação em tempo histórico-arqueológico: “uma população de macacos verdes viveu na ilha de St Kitts no Caribe por menos de 100 anos, mas desenvolveu aspectos morfológicos equivalentes a uma nova espécie.” (Ashton et al., 1979; Gibson, 2002). “O Havaí não tinha bananeiras até cerca de 1000 anos atrás, no entanto há mariposas havaianas nativas que só se alimentam de bananeiras. Estas novas espécies surgiram em menos de 1000 anos.” (Zimmerman, 1960; Gibson, 2002). Diante desses exemplos, Dr. Gibson conclui: “a capacidade de mudanças rápidas está confirmada tanto por experimentação como por observação da natureza” (Gibson, 2002).

 

Conclusão

 

Padrões morfológicos em torno do táxon gênero (PMTG) se identificam com fósseis ancestrais básicos sepultados num catastrofismo recente (SRABUC), pois este modelo respeita o fato da especiação rápida observada, que exigiria uma variabilidade proporcional muito grande no registro fóssil, caso representasse a evolução em milhões de anos (PMS), e isto além de não existir tal variação taxonômica, ainda se confirma com estase morfológica, repetição das mesmas espécies e 4229 gêneros de fósseis vivos, quadro este que reflete um sepultamento repentino dos seres vivos do planeta e não uma suposta história evolutiva da vida de Ma. Relatos de especiação na história e arqueologia, capazes de justificar toda biodiversidade em pouco tempo, nos mostram que deveríamos ter muito mais variabilidade no registro fóssil do que há, o que, dado o fato da evolução ser verificada, podemos certificar que não houve tempo para que ela atuasse. A explosão cambriana, a ausência de variabilidade amostral fóssil (estase morfológica fóssil e pobreza taxonômica) e falta de radiação especiativa no registro fóssil (diversificação) até o pleistoceno, nos conta uma história de um período de: 1) surgimento rápido e pronto de formas de vida , 2) permanência morfológica com alto número de espécies em ambiente estável (repetição fóssil sem pressões ambientais evolutivas e adaptativas, e sem grandes catástrofes intercalando tempo), 3) desastre soterrador de população viva evidenciada pelas repetições de mesmas espécies fósseis (o que descaracteriza a pontualidade), 4) presença de diversas espécies diferentes unidas no registro fóssil, fósseis de imensos vertebrados completos continentais(o que caracteriza desastre de grande magnitude e altas taxas de sedimentação), e 5) mudança drástica no ambiente gerando a radiação das espécies (diversificação) nas camadas recentes de forma amostral (fósseis recentes) e nas milhões de espécies na biodiversidade atual. “Enquanto há 200 anos, os naturalistas achavam que havia talvez cinco ou dez mil espécies na Terra, estimativas atuais... coloque o valor em dez ou 20 milhões. Costuma-se supor que a vida nunca tenha sido mais diversificada do que é hoje”. (Benton et al, 2007) Estes pontos levantados, questionam a geocronologia , e não buscam , como muitos de artigos científicos o fazem, justificar com ad hocs as anomalias anacrônicas do que se esperaria encontrar nos fatos paleontológicos, mas destacam inteerpretações mais independentes da geocronologia convencional, sugerindo assim amplo questionamento das datações de alta escala de tempo , chamadas de “absolutas” e em especial, da hipótese uniformitarianista de que nada acelerou o decaimento radioativo envelhecendo rochas durante os supostos bilhões de anos aferidos, que ainda imperam por décadas sobre o pensamento dinâmico e científico moderno, mesmo possuindo talvez centenas de métodos e aperfeiçoamentos para acelerar decaimento radioativo e digamos assim, envelhecer as rochas com voltagens e ambientes que representam uma irrisória comparação com o que ocorreu quando bólidos imensos cairam sobre a terra, onde aproximadamente 99,8% foram apagados pela dinâmica tectônica, marítma , erosiva e sedimentar da terra.

 

A estase morfológica no registro fóssil só pode representar o sepultamento de uma população em um só momento , qualquer interpretação que avançar um milímetro sequer desta realidade, contrariará tudo que conhecemos sobre evolução e plasticidade adaptativa das espécies ao longo do tempo. 

 

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LETTERS

PUBLISHED: 23 JANUARY 2017 | VOLUME: 1 | ARTICLE NUMBER: 0035

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Rare meteorites common in the Ordovician period

GLOSSARIO

 

Paradoxo da Estase Morfológica - Permanência de mesma ou semelhante forma durante os achados do registro fóssil nos estratos e camadas  geológicas. Esta permanência é precedida por surgimento pronto (sem etapas evolucionarias achadas antes nem lateralmente no sentido de ligar evolucionariamente um padrão morfológico fóssil ao outro (disparidade ou diferenciação de padrões morfológicos aumentada no registro fóssil) , bem como extinção da forma no registro fóssil , e as vezes reaparecimento daquela forma extinta , da espécie ou forma padrão, viva hoje .

 

Geocronologia - A geocronologia convencional seria a datação "absoluta" adotada para datar as camadas geológicas como se fossem períodos de tempo geológicos . Já a geocronologia catastrofista publicou exemplos como o cambriano em artigos de jornais especializados de geologia , se tratar de mega-estratificações geradas por altíssimas taxas sedimentares durante evento catastrófico e rápido de "magnitude global" (Souza, N J, 2001). Esta segunda opção de interpretação dos fatos geológicos explica dobras, 




 

 

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Earth Impact Database Sorted by : Name | Diameter | Age |

Impact Structures Sorted by Diameter

Structure Name
Diameter (km)

0.0135

0.015
0.024
0.027
0.036
0.045
0.05
0.053
0.08
0.08
0.1
0.11
0.116
0.157
0.168
0.17
0.3
0.39
0.45
0.46
0.64
0.875
1
1.13
1.19
1.2
1.3
1.5
1.5
1.6
1.75
1.8
1.83
1.9
2
2
2.35
2.44
2.5
2.5
2.5
2.7
2.7
2.8
3
3
3
3
3
3.2
3.2
3.44
3.5
3.5
3.5
3.6
3.8
3.8
3.8
3.8
4
4
4
4
4
4.5
4.5
4.5
5
5
5
5.1
5.5
5.5
6
6
6
6
6
6
6
6
6
6
6-13
6.5
6.6
7
7
7
7.5
7.5
7.5
8
8
8
8
8
8
8
8
8
8
8.5
8.5
8.5
9
9
9
9
9
9.5
10
10
10
10
10
10
10
10.5
11
11
12
12
12
12
12.5
12.6
12.7
13
13
13
13
14
14
14
15
15
16
16
17
18
18
18
19
~19
20
20
~20
22
23
23
23
24
24
24
~25
25
25
25
26
28
30
30
30
~30
34
35
36
39
40
40****
40
40****
40
40
45
52
52
54
55
60
65
70
85****
90
90****
130****
150****
160****

****This revised diameter is the best estimate for the collapsed transient crater diameter (rim-to-rim dimension). Our previous diameters cited maximum damage diameter estimates. There is considerable confusion in the literature regarding the definition of "diameter". In the Earth Impact Database, we are striving to cite the collapsed transient crater value where possible. This can affect the order of size: for example, Sudbury's maximum damage diameter is ~260 km (as defined by the outermost ring diameter), while that of Chicxulub is ~240 km. However, the rim-to-rim diameter of Sudbury is less than that of Chicxulub's (130 versus 150 km, respectively).